Helvio Romero/ Estadão
Helvio Romero/ Estadão

Alvaro Dias avalia flexibilizar acesso da população a armas de fogo

Em sabatina 'Estadão-Faap', presidenciável do Podemos propõe patrulha de fronteira e frente contra as drogas

O Estado de S.Paulo

27 Agosto 2018 | 12h27

Candidato do Podemos à Presidência da República nas eleições 2018, Alvaro Dias, defendeu nesta segunda-feira, 27, durante o painel  Estadão-Faap: Sabatinas com os presidenciáveis a criação de uma frente latino-americana de combate ao tráfico e à produção de drogas e a ampliação do patrulhamento de fronteiras como parte de seu programa de segurança pública. 

"Cabe ao Estado garantir segurança à população. É preciso de política de Estado de segurança pública", disse Alvaro Dias. 

"Temos 17 mil quilômetros de faixas de fronteira abertas. Em 10 anos, de 2006 a 2016, o Brasil sepultou 342 mil jovens assassinados, sete vezes mais do que o número de soldados que morreram na Guerra do Vietnã." 

O senador ainda criticou a legalização de drogas como a maconha, com a exceção do uso para fins medicinais.

"No cenário nacional, o que tenho que contemplar é o drama vivido pelas famílias, com farrapos humanos atirados às ruas", disse ele.  "A legalização, ao meu ver, estimularia o consumo. Não tenho nenhuma dúvida. É evidente que o uso para o tratamento de doenças graves é uma questão da ciência. Se a ciência entende que é necessário, haveria essa excepcionalidade", afirma Alvaro Dias. 

O candidato disse também ser a favor da flexibilização da atual legislação sobre o uso de armas de fogo pela população civil.

"Eu adoto posição de muita cautela. Não posso desobedecer um plebiscito e pretendo trabalhar favoravelmente à flexiblização da legislação nesse campo, com imposição de rigor no que diz respeito à responsabilidade", disse. "Diante de exageros, há que se responsabilizar. É preciso adotar normas que credenciem, que autorizem o cidadão a usar as armas." 

O presidenciável ainda criticou a intervenção federal na segurança pública no Rio de Janeiro, decretada pelo presidente Michel Temer em fevereiro. "A intervenção no Rio é confissão de impotência, resultado da ausência de autoridade. A autoridade no Brasil afrouxou, por isso a violência cresceu",disse.

Na terça-feira, 28, mais dois candidatos participarão das entrevistas: João Amoêdo(Novo) e Marina Silva (Rede), às 10h e às 14h. 

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