Na reta final, Pelegrino apela a ex-presidente

Atrás na pesquisa do Ibope realizada entre os dias 17 e 19, com 39% das intenções de voto, ante 47% de Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM) na disputa pela prefeitura de Salvador, o petista Nelson Pelegrino usará o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva hoje numa carreata e num ato público para reverter a situação. É a segunda visita de Lula à capital baiana na campanha. A primeira ocorreu no 1.º turno e, na semana passada, a presidente Dilma Rousseff também compareceu.

JOÃO DOMINGOS , ENVIADO ESPECIAL / SALVADOR , O Estado de S.Paulo

24 de outubro de 2012 | 03h09

A campanha tem se pautado em dois eixos: nas acusações de um candidato contra o outro e na exibição de apoios na área federal. Pelegrino, que inundou a cidade com fotografias dele com Lula, Dilma e o governador Jaques Wagner (PT), diz ser o deputado federal que mais dinheiro de emendas parlamentares trouxe para a capital baiana e que tem o apoio em Brasília de 332 federais, 50 senadores e 16 ministros. Tudo para dizer que é preciso estar alinhado com o governo federal para governar Salvador.

ACM Neto respondeu imediatamente quando viu os números exibidos por Pelegrino. Recorreu à aliança que fechou com o PMDB, comandado na Bahia pelos irmãos Geddel e Lúcio Vieira Lima: 6 ministros, 79 deputados, 18 senadores e o vice-presidente da República, Michel Temer. Diante disso, assegura ACM Neto, não faltará apoio para correr atrás de verbas federais.

Apesar de liderar pesquisas, ACM Neto perde em apoiadores. Só conseguiu levar para a TV o ex-ministro Geddel Vieira Lima. Já Pelegrino exibe o discurso de Dilma em Salvador, na sexta-feira, com ênfase em provocações ao adversário. Num dado momento, Dilma afirma: "Aqui não pode ter um governinho, não pode ter um governo pequenininho. Aqui temos de ter um grande governo", referindo-se ao fato de ACM Neto ter em torno de 1,65 metro.

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