Na reta final, Marta e Alckmin focam propostas; Kassab cita Lula

A seis dias da eleição, atual prefeito diz que presidente o cumprimentou por obras na favela Paraisópolis

Bianca Pinto Lima, do estadao.com.br,

29 de setembro de 2008 | 08h34

A menos de uma semana das eleições, os candidatos à Prefeitura de São Paulo Marta Suplicy (PT) e  Geraldo Alckmin (PSDB) aproveitaram o horário eleitoral do rádio desta segunda-feira, 29, para reforçar suas propostas. Já o atual prefeito e candidato à reeleição, Gilberto Kassab (DEM), manteve os ataques à petista e voltou a reforçar a parceria com o presidente Lula. Após as obras de urbanização da favela Paraisópolis, "teve até discurso do Lula cumprimentando o (governador José) Serra e Kassab", afirmou o locutor.   Veja Também: Kassab diz que sua meta é chegar um dia à tarifa zero de ônibus Especial: Perfil dos candidatos  Blog: propostas dos candidatos de São Paulo na sabatina do 'Grupo Estado' Marta tem 37%; Alckmin e Kassab estão empatados, diz pesquisa Ibope: Veja números das últimas pesquisas    Líder nas pesquisas de intenção de votos, Marta afirmou que precisou de muita coragem para ser prefeita de São Paulo - "até colete à prova de balas tive que usar" - e que aprendeu com os erros passados. A ex-ministra do Turismo reforçou que, se eleita, o metrô chegará até a periferia, haverá uma policlínica para cada subprefeitura, toda a cidade terá internet de graça e o bilhete único voltará a ser carregado na catraca do ônibus.   Já Alckmin destacou soluções para a violência e afirmou que a iluminação é uma das mais importantes obrigações da Prefeitura. O tucano prometeu a criação da Secretaria de Segurança Urbana e Cidadã, "que vai centralizar tudo o que diz respeito à segurança da cidade", além da ampliação do contingente da Guarda Civil Metropolitana, para 10 mil agentes.   O prefeito Kassab mais uma vez não poupou a petista de críticas. "Marta é rica, nasceu em berço de ouro, nunca precisou dessas coisas", afirmou o locutor ao comentar as críticas da ex-ministra ao programa Mãe Paulistana e às Assistências Médicas Ambulatoriais (AMAs). Kassab disse ainda que a campanha de Marta não está serena e que, por isso, passou a apelar para promessas inventadas e acusações a adversários. "No fim, a internet não vai sair de graça e vai virar uma taxinha", afirmou o apresentador.   Paulo Maluf, do PP, disse que a troca de acusações entre Alckmin e Kassab é uma briga de comadres e pediu votos para chegar ao segundo turno das eleições. "O que você quer nessa eleição? A volta da Marta? Uma receita que não deu certo. Entrar nessa briga de comadres entre Alckmin e Kassab para continuar isso que está ai? Ou você quer mudar para melhor?", afirmou o ex-governador.   Ivan Valente (PSOL) contou com o apoio da presidente do partido, Heloísa Helena. "Ivan Valente é o único candidato para São Paulo distanciado da falsa polarização dos mesmos que querem continuar comandando", afirmou a ex-senadora. Já Edmilson Costa (PCB) destinou seu tempo no programa eleitoral para falar sobre a crise financeira dos EUA: "Quando a economia vai bem privatiza-se o lucro, quando vai mal socializa-se o prejuízo", disse.   Soninha Francine(PPS) afirmou que é capaz de ser prefeita, pois conhece os problemas da cidade e as possíveis soluções. "Não tenho problema em dizer o que penso", disse. Renato Reichmann (PMN) falou sobre educação e destacou que 250 mil crianças estão sem vaga em creches atualmente. Ciro Moura (PTC) prometeu a implantação do Plano Saúde Livre Escolha (Plus) e Levy Fidelix (PRTB)insistiu na construção do Aerotrem. Já Anaí Caproni (PCO) destacou ações na área da saúde.

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