Na Paraíba, candidatos a governador buscam apoio do PMDB

Ricardo Coutinho (PSB) e Cássio Cunha Lima (PSDB) tentam ampliar suas bases de apoio pelo interior do Estado

Janaina Araújo, especial para O Estado, O Estado de S. Paulo

10 de outubro de 2014 | 17h08

 João Pessoa - A disputa ficou mais acirrada pelo governo da Paraíba depois que o PMDB apoiou o PSB e o PT em favor do governador Ricardo Coutinho (PSB), candidato à reeleição, que já conseguiu a adesão de mais de 15 prefeitos e lideranças locais no interior do Estado ligadas ao PMDB, principalmente na região da Borborema, alvo principal do seu adversário Cássio Cunha Lima (PSDB). 

A estratégia de Ricardo Coutinho foi considerada um 'achado' para tentar atrair o eleitor que votou nos candidatos do PMDB, como o deputado federal Veneziano Vital do Rego, ex-prefeito de Campina Grande e o segundo mais votado.

O tucano Cássio Cunha Lima largou à frente de Ricardo pela diferença de  47,44% a 46,05% dos votos, isto é, uma dianteira de apenas 28,3 mil votos no primeiro turno. 

O tucano adotou a estratégia de conseguir a adesão dos dissidentes do PMDB, como o deputado federal Manoel Júnior, que nesta sexta-feira, 10, declarou apoio a Cássio defendendo uma "incoerência" histórica entre os aliados. Manoel Júnior disse que conversou com o presidente do PMDB, Michel Temer, e recebeu garantias que não haveria retaliações aos dissidentes. "Meu compromisso é com a reeleição da presidente Dilma", disse.

 Os deputados estaduais do PMDB Troccóli Júnior, Olenka Maranhão (suplente) e Gervásio Maia também estão apoiando o grupo de Cássio. O deputado federal Benjamim Maranhão, sobrinho do senador eleito José Maranhão (PMDB), que aderiu a Ricardo, declarou apoio a Cássio.

 Os dois candidatos Ricardo e Cássio se reúnem diariamente em regiões diferentes do Estado para manter os aliados.

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