Na OAB, chapa de oposição atrai nova vice

Rosana alia-se a Toron na disputa contra Costa, candidato da situação que é favorito na eleição

FAUSTO MACEDO, O Estado de S.Paulo

27 de outubro de 2012 | 03h02

Na reta final da campanha à presidência da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em São Paulo dois nomes travam duelo à parte, Marcos da Costa, da situação, e Alberto Zacharias Toron, da oposição. A disputa, acirrada, ganhou ontem um novo capítulo - a advogada Rosana Chiavassa, que tinha candidatura própria, decidiu unir-se a Toron e sairá como vice em sua chapa. Há um terceiro candidato, Ricardo Sayeg, da chapa "OAB 100% Você".

A OAB paulista é colossal. Maior colégio eleitoral da beca em todo o País, com 320 mil profissionais - dos quais 241.762 em atividade -, mantém 226 subseções e arrecadação anual de R$ 233,3 milhões. A eleição será dia 29 de novembro. O voto é obrigatório.

"Toron e eu assumimos compromisso de projeto porque comungamos de ideias como o compartilhamento de poder e de luta pela advocacia, uma real oposição", declarou Rosana Chiavassa, formada em 1984 pela São Francisco e dedicada a causas do consumidor.

A aliança Toron/Rosana mira suplantar Costa, apoiado por Luiz Flávio Borges D'Urso, que detém a hegemonia na OAB paulista há nove anos - nesse período, D'Urso elegeu-se três vezes, mas este ano renunciou para concorrer ao cargo de vice-prefeito de São Paulo.

Rosana disse que sua meta, ao lado de Toron, é conquistar melhores condições de trabalho para seus pares. "Atacamos a morosidade do Judiciário, queremos respeito e vamos apagar essa imagem negativa que a sociedade tem do advogado."

Toron - ontem em campanha na cidade de Franca - já percorreu cerca de 150 municípios na busca de votos. Segundo ele, a união com Rosana é "uma reação" à atual direção da Ordem. "Vamos democratizar a entidade para dar autonomia administrativa e financeira às subseções do interior que vivem como na época da ditadura, à sombra da OAB em São Paulo. Vamos acabar com o voto obrigatório e instituir dois turnos nas eleições. Somos mais de 200 mil eleitores. A atual gestão foi eleita com minoria dos votos, 35% apenas, ao passo que as oposições somaram 60%."

Marcos da Costa afirma que sua candidatura "não nasce de um projeto pessoal, mas de um grupo político que agrega milhares de advogados no Estado com o mesmo ideário". Ele era vice de D'Urso - nas duas primeiras gestões foi diretor tesoureiro. "Recuperamos financeiramente a entidade, promovemos a descentralização administrativa e política das subsecções e demos transparência às prestações de contas."

Sayeg está confiante na vitória. "Minha chapa é permeada de professores doutores, nunca na história da Ordem houve isso."

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