Na Assembleia, um palco político

Em minoria na Assembleia Legislativa, os deputados do PT se revezaram ao longo do dia na tribuna com discursos sobre o caso Siemens e ataques ao governo. A estratégia era dominar a pauta do dia e constranger os membros da base de Alckmin a assinar o requerimento para a instalação de uma CPI que pretende apurar o envolvimento de agentes públicos no caso. A oposição reuniu 26 das 32 assinaturas necessárias, mas não consegue avançar.

Pedro Venceslau, Ricardo Chapola, O Estado de S.Paulo

15 de agosto de 2013 | 02h45

Do lado de fora da Alesp, 50 manifestantes da CUT, do PT e da Central de Movimentos Populares faziam eco aos discursos dos petistas e pediam o impeachment de Alckmin.

Até o grupo de 20 ativistas que está acampado desde a noite de segunda-feira em frente à Assembleia desistiu de participar do ato por considerá-lo "partidarizado". A manifestação terminou em confronto com a Tropa de Choque da PM. O embate ocorreu depois que deputados petistas pediram ao presidente da Assembleia, Samuel Moreira (PSDB), a liberação da entrada de 100 manifestantes no plenário. Ele concordou em liberar 50, mas isso não foi aceito pelos ativistas, que tentaram então invadir o local. Duas mulheres e um homem foram feridos por balas de borracha e atendidos no ambulatório da Casa. A bancada do PT vai abrir sindicância para apurar se houve abusos da polícia na ação de ontem.

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) passou o dia ontem em seu gabinete no Palácio dos Bandeirantes monitorando as manifestações de rua e os movimentos da bancada do PT na Assembleia Legislativa.

Sua única agenda pública foi uma rápida visita ao Instituto de Infectologia Emílio Ribas pela amanhã - a assessoria divulgou o evento 30 minutos antes da chegada dele ao local.

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