Na agenda de Marta, reeleição e campanha por Dilma em 2014

Senadora do PT-SP sinaliza que não vai participar da campanha de Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo

DÉBORA ÁLVARES , O Estado de S.Paulo

30 Junho 2012 | 03h02

Embora se recuse a dizer com todas as letras que não vai participar ativamente da campanha do pré-candidato petista Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo, a senadora Marta Suplicy sinalizou ontem sua ausência. "Vou dedicar os oito anos do meu mandato ao Senado e à reeleição da presidente Dilma. Esta vai ser a minha postura, o meu empenho", afirmou, na Assembleia Legislativa de São Paulo.

O discurso de Marta é uma referência aos pedidos da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que ela desistisse da disputa à Prefeitura. Entre os argumentos havia o fato de que, caso eleita, Marta cumpriria apenas dois, dos oito anos de mandato de senadora.

Um dos principais nomes do PC do B - emplacou a presidente estadual da legenda, Nádia Campeão, como vice na chapa petista -, o ex-ministro dos Esportes Orlando Silva, minimizou as declarações de Marta e disse confiar numa mudança de postura.

Embora cite nomes conhecidos em São Paulo que apoiarão Haddad, como o vereador Netinho de Paula e a deputada federal Luiza Erundina, Orlando admite a falta que Marta Suplicy fará na campanha, mas não perde as esperanças: "Tenho certeza de que ela vai somar no momento certo e ela sabe qual é esse momento".

Marta evitou falar sobre a aliança com Maluf, que rendeu ao PT o afastamento de Erundina da composição da chapa e causou reviravolta na pré-campanha de Fernando Haddad. "Só posso falar por mim. Temos em São Paulo um grupo que apoia o Maluf e outro que tem urticária quando ouve o nome dele."

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