MP vai apurar denúncia de vereador de Rio Preto

Marco Rillo (PT) acusa colegas de receberem propina; nos bastidores, revelação foi creditada ao 'efeito Barbiere'

CHICO SIQUEIRA , ESPECIAL PARA O ESTADO , ARAÇATUBA, O Estado de S.Paulo

25 de novembro de 2011 | 03h08

O Ministério Público determinou ontem abertura de inquérito policial para apurar a suposta existência de um esquema de corrupção na Câmara Municipal de São José do Rio Preto. A denúncia foi feita pelo vereador Marco Rillo (PT) na última sessão, terça-feira.

Segundo ele, o esquema funcionaria com o pagamento de propinas a vereadores para aprovação de projetos autorizando a expansão do perímetro urbano do município, com a transformação de áreas rurais em áreas urbanas, para exploração imobiliária.

O promotor criminal Sérgio Acayaba solicitou a abertura de inquérito à Polícia Seccional. "As denúncias são graves e configuram, em tese, crimes de corrupção passiva, por parte dos vereadores, e ativa, por parte dos loteadores", disse. A pena para tais crimes são de 2 a 12 anos de reclusão. A polícia agora tem 30 dias para ouvir Rillo, vereadores e loteadores.

A denúncia foi apelidada nos bastidores como "efeito Barbiere" - em referência à declaração do deputado Roque Barbiere (PTB) sobre a existência de um esquema de venda de emendas na Assembleia Legislativa de São Paulo. Ao contrário de Barbiere, que ainda não apresentou provas sobre o caso, Rillo afirma que não terá esse problema: "Para ele pode ser difícil provar, mas para mim não será". Ele disse ter provas de que vereadores de legislatura passada receberam lotes para aprovar projetos de expansão do perímetro urbano.

Segundo Rillo, na atual legislatura a Câmara já aprovou 18 projetos de lei transformando mais de 400 hectares em áreas urbanas. "Isso precisa acabar porque nosso município já atingiu os limites de sua divisa, não há mais áreas suficientes para isso", afirmou.

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