MP quer anular candidatura à reeleição do governador do AM

Procuradoria regional eleitoral acusa José Melo (PROS) de fazer uso eleitoral da Polícia Militar concedendo benesses aos policiais envolvidos em sua campanha

Fabio Brandt, O Estado de S. Paulo

18 de setembro de 2014 | 12h23

Brasília - O governador do Amazonas, José Melo (Pros), candidato à reeleição, está na mira do Ministério Público Eleitoral. Na terça-feira, procuradores eleitorais do Amazonas entraram com uma ação na Justiça pedindo que ele fique inelegível por oito anos e tenha seu atual mandato e seu registro de candidatura cassados.

A Procuradoria Eleitoral afirma que Melo faz uso eleitoral da Polícia Militar do Amazonas, concedendo benesses aos políciais envolvidos em sua campanha, perseguindo os que são "contrários ao esquema" e controlando a lotação de policiais nos locais de votação, "com o objetivo de proporcionar a votação dos militares no candidato à reeleição e facilitar o controle da atuação de cabos eleitorais de outras candidaturas". A ação também pede o afastamento do comandante-geral e do subcomandante-geral da PM no Amazonas.

Outra acusação do Ministério Público contra José Melo é que ele "permaneceu inerte" diante de uma greve da PM em abril deste ano para dar projeção à candidatura a deputado estadual de um dos líderes grevistas, Platiny Soares (PV). Segundo os procuradores, o governador publicou um decreto para anular a exclusão de Platiny dos quadros da PM, o que também eliminou o indeferimento de sua candidatura. A reportagem não conseguiu contato com o governador ou seus assessores.

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