MP paulista vai à urna em disputa tensa

Desafiante, Marrey atribui 'fraqueza' ao atual procurador-geral, Elias Rosa, que rebate críticas acusando adversário de 'autoritarismo'

FAUSTO MACEDO, O Estado de S.Paulo

15 de março de 2014 | 02h57

Márcio Fernando Elias Rosa e Luiz Antonio Guimarães Marrey são protagonistas de uma corrida tensa pela chefia do Ministério Público paulista. Eles vão disputar os votos de 1.700 promotores e 300 procuradores em 5 de abril.

De um lado, o opositor Marrey, de 58 anos, aliado do ex-governador José Serra (PSDB) e do ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD), lançou sua candidatura com uma carta a seus pares na qual atribuiu ao adversário "fraqueza de liderança".

De outro, o atual procurador-geral, Elias Rosa, de 51 anos, que tenta a reeleição. "Liderança e autoridade não se confundem com autoritarismo", rebateu.

Além de comandar as promotorias, cabe ao chefe do Ministério Público a missão de investigar governador, prefeitos e deputados estaduais por improbidade. O mandato é de dois anos.

Marrey já ocupou o cargo três vezes. Escolhido duas vezes por Mário Covas e uma por Geraldo Alckmin, ambos do PSDB, dirigiu a instituição por 6 anos (1996-2000 e 2002-2004). Elias Rosa, nomeado por Alckmin, exerceu mandato a partir de 2012. Desincompatibilizou-se em 3 de março. A Lei Orgânica do Ministério Público impõe afastamento 30 dias antes do pleito.

Em São Paulo, o chefe da instituição administra orçamento de R$ 1,7 bilhão. A Lei de Responsabilidade Fiscal reserva ao Ministério Público até 2% da receita corrente líquida do Estado.

Os promotores e procuradores podem eleger até três nomes. Neste ano, porém, apenas Elias Rosa e Marrey estão concorrendo. A votação é uma sinalização da preferência da categoria. Isso porque o governador tem prerrogativa de escolher qualquer um dos dois para o cargo.

A tradição era o chefe do Executivo nomear o mais votado. Mas essa rotina mudou. Os dois candidatos já foram escolhidos mesmo ficando em segundo - Marrey em 1996 e Elias Rosa em 2012. Os dois candidatos falaram ao Estado sobre seus planos.

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