Movimentos por moradia já reúnem 200 mil filiados

Os principais movimentos urbanos em defesa da moradia já conseguiram recrutar, segundo estimativas das próprias lideranças, um contingente que pode chegar a 200 mil filiados. Dentro do governo, quatro entidades ganharam representatividade no Conselho das Cidades, órgão vinculado ao Ministério das Cidades responsável por discutir a política de habitação do País.

BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

26 de fevereiro de 2012 | 03h04

Além de famílias de sem-teto, o Movimento Nacional de Luta pela Moradia, a União Nacional por Moradia Popular, a Central de Movimentos Populares e a Confederação Nacional de Associações de Moradores (Conam) reúnem uma legião de filiados a partidos políticos de esquerda abrigados na base governista.

No aparelhamento, PT e PC do B predominam. Algumas dessas lideranças já se apresentam como candidatos às Câmaras Municipais e às prefeituras.

"Não vinculamos nossa plataforma para apoiar alguma candidatura. Cada um trabalha dentro do seu partido, faz as campanhas", destaca Bartíria Perpétua Lima, integrante da Direção Nacional do PC do B e presidente da Conam.

Além dela, outros seis representantes da confederação no Conselho estão ligados a um partido. Segundo Bartíria, a situação da habitação popular não está calma e novas ocupações dependem das conjunturas. "O caso Pinheirinho ultrapassou os limites. Foi uma anormalidade. Hoje temos um governo (federal) mais democrático, mas ao mesmo tempo você vê governos retroagindo e que, como em São Paulo, não aplicam o Estatuto das Cidades", alega.

O ConCidades, vinculado ao Ministério das Cidades, volta a se reunir na quarta-feira. O encontro segue até 2 de março. A desocupação do Pinheirinho, em São José dos Campos (SP), ainda não foi discutida no âmbito do colegiado. Na pauta está o Rio+20. Segundo a assessoria de imprensa do Ministério das Cidades, a filiação partidária dos conselheiros é desconhecida e a participação do cidadão independe de partido político. / A.R.

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