Morte de Décio Sá pode ter tido ajuda de policial

A Polícia Federal (PF) abriu uma sindicância para apurar o suposto envolvimento de um policial federal no assassinato do jornalista Décio Sá, executado com cinco tiros há quatro meses, supostamente a mando de agiotas. O nome do agente suspeito não foi revelado e o procedimento policial foi instaurado no começo do mês, mas somente agora a PF divulgou nota sobre o caso.

ERNESTO BATISTA , ESPECIAL PARA O ESTADO , SÃO LUÍS, O Estado de S.Paulo

28 de julho de 2012 | 03h04

Em breve texto de cinco linhas, a PF diz ter aberto a sindicância por causa de notícias veiculadas na imprensa local, sobre o envolvimento da corporação na execução do jornalista. A sindicância tem prazo de 30 dias, prorrogáveis por mais 30. A nota avisa que a PF só volta a se manifestar sobre o caso quando a apuração estiver concluída.

No início da semana, a Polícia Civil do Maranhão remeteu para Brasília uma pistola .40, encontrada numa praia, e que foi usada pelo assassino confesso do jornalista - Jonatan Souza Silva, 24 anos.

A polícia quer saber se a arma - com a numeração raspada e indícios de que já teve um brasão gravado - foi realmente usada no crime e se pertence ao capitão da PM Flávio Aurélio Saraiva Silva. Acusado de dar a arma para o crime, Flávio está preso por suspeita de participação no crime.

Os outros quatro acusados - Gláucio Alencar Pontes Carvalho; seu pai, José Alencar Miranda Carvalho; Fábio Aurélio Lago e José Raimundo Salles Chaves - continuam presos em São Luís. A Polícia continua a procurar pelo sétimo acusado, que teria dado fuga ao assassino do jornalista, logo depois do crime.

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