Modernidade não é calhamaço feito de papel, afirma Dilma

Modernidade não é calhamaço feito de papel, afirma Dilma

A seis dias da eleição, campanha ainda não apresentou um documento oficial com as propostas; candidata diz que seu governo é o alicerce do programa

Ricardo Brandt, Carla Araújo, O Estado de S. Paulo

28 de setembro de 2014 | 20h39

 A presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, afirmou no início da noite deste domingo, 28, em São Paulo que "a modernidade não é um calhamaço feito de papel" ao justificar a falta de um documento oficial com propostas de governo em sua campanha, a seis dias da eleição.


"Você sabe o que é modernidade?  Modernidade não é um calhamaço feito de papel. São várias formas de comunicação.  A mim interessa comunicar ao povo brasileiro.  Que é quem vai votar nessas eleições e quem vai decidir que caminho quer percorrer, se quer que o Bolsa Família continue,  se o Minha Casa Minha Vida continue. Eu não vou inventar", afirmou a presidente, em entrevista para jornalistas, em um hotel em São Paulo.

A presidente começou dizendo que o alicerce de seu programa era seu governo. “O alicerce do meu programa é o meu governo. Eu registrei, porque a lei obriga, todas as diretrizes de meu programa”, afirmou ela, e listou uma série de realizações do governo federal, durante seu atual mandato.

Questionada se o documento de diretrizes de governo entregues à Justiça Eleitoral, no ato do registro da candidatura, era seu programa de governo oficial, ela disse que não. “O documento é uma estrutura, um composto do alicerce que é o meu governo, das diretrizes entregues (à Justiça  Eleitoral) e de todas as novas propostas. É isso que eu estou apresentando”, afirmou.

Depois de apresentar mais uma série de realizações de seu governo e propostas feitas durante a campanha na TV, no rádio e na internet, para provar que o eleitor tinha a que se apegar para votar em sua candidatura, ela sustentou que suas propostas têm consistência, fugindo da pergunta. "Nada meu é teórico, nada meu não é quantificado, não é dito como faz, de onde sai o dinheiro."

Diante da insistência dos repórteres sobre a elaboração do programa, ela perguntou:  "Vocês querem um documento? Vocês podem me informar por que?"

E explicou que não haverá uma documento de papel que agrupe suas propostas, ironizando o assunto. “Você sabe o que é modernidade”.  "O rapaz é 1.0 eu sou 2.0", brincou ao sair da entrevista coletiva.

Marina. A presidente não deixou de criticar indiretamente a candidata do PSB, Maria Silva, única a ter feito um documento formal de programa de governo até hoje. "Eu não tenho proposta?  Se tem alguém que tem proposta sou eu", disse ela ai afirmar que tinha coisas que ela não faria de forma alguma. “Tem coisas que posso dizer que não vou fazer: não vou flexibilizar a CLT nem que a vaca tussa, nem dar independência ao Banco Central ou enfraquecer o BNDES", afirmou ela, em um ataque indireto a Marina.

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