Mobilização de Campos gera reação na base

A mobilização do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), por apoio político e as críticas dirigidas ao governo Dilma foram minimizadas ontem por líderes de partidos da base aliada.

O Estado de S.Paulo

17 de março de 2013 | 02h09

"É legítima a posição do Eduardo Campos", disse o líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE). "Ele tem capacidade, tamanho e história para disputar a Presidência da República. Mas sempre é possível fazer mais. A Dilma mesmo vai fazer mais do que já fez", acrescentou.

O comentário foi uma referência à afirmação de Campos, feita em encontro com empresários, de que "dá para fazer muito mais" no País.

O novo ministro da Agricultura, Antônio Andrade (PMDB), disse não acreditar que o discurso de Campos possa atrair peemedebistas, pois o partido já acertou a aliança na reeleição de Dilma, assegurando a vice presidência.

Manoel Dias, novo titular do Trabalho, avisou que o PDT não está discutindo 2014 agora e que o momento é de fortalecer os quadros do partido. "Não adianta brincar de eleição agora", afirmou, sem querer assegurar agora seu apoio à reeleição de Dilma. Parte do PDT defende candidatura própria ao Planalto, em 2014, como forma de fazer a legenda crescer.

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