Ministros tiram férias para reforçar campanha de aliados

Pelo menos quatro ministros já estão de férias: Tarso Genro, Carlos Lupi, Helio Costa e Edison Lobão

Rosana de Cassia e Sandra Manfrini, de O Estado de S.Paulo

26 de setembro de 2008 | 15h45

Os ministros do governo Lula têm se dividido há pelo menos dois meses entre as atividades nos ministérios e campanhas eleitorais de aliados de seus partidos nos Estados. Entrar de ferias foi uma das opções encontradas por alguns deles para poder se dedicar à campanha eleitoral sem comprometer o exercício do cargo.   Pelo menos quatro ministros estão de férias para ajudar na campanha eleitoral: Tarso Genro, da Justiça; Carlos Lupi, do Trabalho; Helio Costa, das Comunicações; e Edison Lobão, de Minas e Energia. O ministro dos Esportes, Orlando Silva, retornou na quinta da licença de 15 dias, para se dedicar à campanha eleitoral. Entre elas, a de Marta Suplicy, candidata à prefeitura de São Paulo. O ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, também se afastou no mês passado, mas, segundo sua assessoria, as férias não tiveram como objetivo a campanha eleitoral. O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, também esteve afastado temporariamente, em agosto, para a campanha da mulher dele, Gleisi Hoffmann, que disputa a prefeitura de Curitiba (PR). Mas hoje, sexta-feira, ele está de volta à capital paranaense, sem compromissos externos.   Ao contrário dos demais colegas, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, já declarou que não pretende tirar licença para apoiar candidatos. Ela prefere se dedicar à causa somente nos fins de semana. Essa já não é a preocupação do ministro das Relações Institucionais, José Múcio, que está desde quarta-feira no interior de Pernambuco, reforçando as campanhas eleitorais. O seu colega da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, também não tem se preocupado com o tempo que dedica à campanha eleitoral na Bahia. Assessores admitem que Geddel tem ficado mais tempo em Salvador do que em Brasília e que na próxima semana deve ficar apenas um ou dois dias na capital federal.   O ministro da Defesa, Nelson Jobim, chegou a fazer algumas gravações de apoio a candidatos, mas sem comprometer sua agenda de compromissos no Ministério. Ele gravou recentemente depoimentos de apoio para candidatos de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia. Assim como ele, outros ministros têm manifestado apoio apenas em gravações de programas eleitorais.   Atualizada às 18h32

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