'Ministros fazem justiça à Ayanna', diz defesa

"Os votos dos ministros fazem Justiça à Ayanna Tenório, a improcedência da acusação já era aguardada pela defesa", declarou o criminalista Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, que defende a ex-executiva do Banco Rural. Ele disse que "sempre teve absoluta convicção de que os ministros iriam reconhecer que Ayanna não participou de atos de gestão financeira".

BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

06 de setembro de 2012 | 03h05

Mariz reiterou que a atuação da executiva no banco era exclusivamente voltada para a área de recursos humanos, administrativa e informática. "Em relação à acusação de lavagem de dinheiro espero que ela também seja absolvida", disse o advogado.

O criminalista José Carlos Dias, que defende a ex-presidente do Rural, Kátia Rabello, disse que prefere aguardar o fim do julgamento - restam quatro votos sobre o capítulo do crime de gestão fraudulenta. "Não vou me manifestar agora, vou aguardar os demais votos", ponderou Dias que, na terça feira, em memorial entregue ao STF, ressaltou que Kátia não concedeu empréstimos.

A acusação indica que Kátia concordou com duas renovações do empréstimo concedido ao PT. "As renovações não resultaram em dinheiro novo, tratava-se de esforço de gestão de dívida de um cliente antigo que alegava dificuldade financeira", assinalou Dias no documento aos ministros. "Trata-se de prática rotineira no setor bancário, onde se procura evitar a longa e onerosa via judicial. O empréstimo do PT foi liquidado. Os demais não foram em razão da paralisação das empresas após a crise."

Também em memorial ao STF, o advogado Márcio Thomaz Bastos sustentou que na época da concessão dos três empréstimos apontados na denúncia para a SMPB, Graffiti e PT o vice-presidente José Roberto Salgado "comprovadamente atuava apenas na área internacional e de câmbio, conforme exame contábil e depoimentos".

O advogado destaca que Salgado "não participou do deferimento de nenhum dos citados mútuos". Thomaz Bastos aponta equívoco no voto do ministro Joaquim Barbosa, relator. "O Banco Rural nunca omitiu, manipulou ou destruiu documentos contábeis e, mais, sempre esteve à disposição das autoridades para prestar os esclarecimentos devidos." / FAUSTO MACEDO

Tudo o que sabemos sobre:
mensalaoSTF

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.