Ministro foi alvo de Comissão de Ética

Dois episódios levaram o ministro do Desenvolvimento e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, à Comissão de Ética Pública da Presidência, no ano passado. Um deles foi o pagamento recebido, em torno de R$ 2 milhões, por consultorias prestadas por sua empresa, a P-1, entre outras à Federação das Industrias de Minas Gerais e à construtora Convap, antes de ser ministro. O outro, já no Planalto, foi o uso de um jatinho do empresário João Dória em uma viagem na Europa. Em 22 de outubro daquele ano, as denúncias foram arquivadas.

O Estado de S.Paulo

08 de julho de 2013 | 02h06

A tramitação do caso, no entanto, foi acidentada. No julgamento inicial, em junho, os conselheiros Fábio Coutinho e Marília Muricy defenderam a aplicação de uma advertência a Pimentel. A presidente Dilma Rousseff - amiga pessoal do ministro - decidiu não reconduzir os conselheiros, cujo mandato estava terminando. Com nova configuração, a comissão aprovou o arquivamento do caso.

O episódio levou o presidente da comissão, Sepúlveda Pertence, a pedir demissão do posto. O sucessor interino, Américo Lacombe, afirmou que "não havia nada" de irregular nos dois casos.

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