Ministro deixa plenário após nova discussão

Marco Aurélio se irrita com elogios feitos por Joaquim Barbosa a servidores que atuaram em 'caso inusitado'

O Estado de S.Paulo

18 de dezembro de 2012 | 02h06

BRASÍLIA - O julgamento do mensalão foi encerrado no Supremo Tribunal Federal ontem reeditando momentos de tensão que permearam o plenário da Corte durante os últimos quatro meses.

O fim foi anunciado em meio a um novo bate-boca, desta vez entre o relator e presidente da Corte, Joaquim Barbosa, e o ministro Marco Aurélio Mello. O embate aconteceu porque Barbosa quis agradecer publicamente a profissionais que o ajudaram no processo e Mello criticou a iniciativa do colega. "O caso é tão inusitado e tomou tanto tempo dos colaboradores", justificou Barbosa. "Não cabe o registro em ata, isso nunca houve", rebateu Marco Aurélio. "Está havendo porque esse é um processo que causou traumas", disse o relator e presidente do tribunal. "Peço licença para não ter de ouvir isso", disse Marco Aurélio, abandonando o plenário. O presidente encerrou a sessão como se nada tivesse acontecido. Concluiu o agradecimento a três assessores que o ajudaram ao longo dos anos do processo e atendendo ao questionamento do decano, Celso de Mello, deu o julgamento por encerrado.

Para Barbosa, terminar o julgamento foi uma "proeza extraordinária". Ele disse que nunca mais vai se ouvir falar no Supremo "de uma ação tão longa, de um julgamento tão complexo".

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