Ministro decidiu exonerar assessor, afirma pasta

A assessoria do ministro Manoel Dias, do Trabalho, informou que ele "tomou a decisão de exonerar" Gleide Santos Costa, servidor comissionado na pasta há mais de dois anos. Foi aberto procedimento administrativo disciplinar. O ministério destacou que está cooperando com as investigações da Polícia Federal. Os alvos da Operação Pronto Emprego foram indiciados por quadrilha, peculato, corrupção e lavagem de dinheiro. Os 7 gestores do Ceat estão presos em regime temporário por 5 dias. A Justiça Federal bloqueou suas contas e bens.

Fausto Macedo, O Estado de S.Paulo

04 de setembro de 2013 | 02h13

Dias mandou suspender repasses de recursos à entidade investigada e abriu auditoria nos convênios. Os repasses para o Ceat iniciaram em 2009. O último aditamento, autorizado por Costa, apesar de parecer contrário da consultoria jurídica, fez o valor saltar de R$ 30 milhões para R$ 47,5 milhões, segundo a PF. O Ceat participa do programa Convênio Plurianual Único da Pasta.

A defesa de Gleide Costa não foi localizada. O criminalista Pedro Iokoi, que defende os gestores do Ceat, reagiu com veemência. "As acusações são infundadas, as medidas de prisão, absolutamente desproporcionais. Não existe nenhum elemento que indique a necessidade da prisão, tanto para garantir material probatório, já obtido nas buscas, quanto para evitar fuga das pessoas investigadas."

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