Ministro conta com Marta na campanha

Cardozo diz 'não ter dúvidas' de que senadora apoiará Haddad com 'presença muito forte'; Mercadante prefere esquivar-se do assunto

ARIEL PALACIOS , CORRESPONDENTE / BUENOS AIRES, O Estado de S.Paulo

08 de junho de 2012 | 03h07

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, declarou ontem, durante visita a Buenos Aires, que a senadora e ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy "é uma companheira histórica do Partido dos Trabalhadores" e "estará na campanha de Fernando Haddad". O ministro afirmou, em tom confiante: "Não tenho dúvidas disso".

Desde que foi preterida - por decisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva - em favor de Haddad para disputar a Prefeitura de São Paulo, a senadora tem mostrado sua insatisfação resistindo a participar da campanha petista. Já alfinetou Haddad no fim de março, dizendo que para ganhar votos o candidato teria de "gastar sola de sapato". A atitude mais recente ocorreu no sábado, quando Marta era esperada no evento de homologação da candidatura de Haddad, mas não foi, deixando o partido bastante insatisfeito. Agora, decidiu que só vai entrar na campanha em agosto, com o início da propaganda eleitoral no rádio e na TV.

Presença forte. Cardozo, que participou em Buenos Aires de reunião de cúpula de ministros da Justiça e da Segurança do Mercosul e Estados Associados, preferiu não comentar os motivos que levaram ao adiamento. "Não sei o que aconteceu... Não sei se houve problemas pessoais. Não vou entrar em detalhes, porque não sei. Mas a Marta estará na campanha. Ela tem uma presença muito forte na cidade", disse Cardozo. Além disso, segundo o ministro, Marta "é uma petista incorporada à vida do partido".

Cardozo disse que também participará da campanha: "Seguramente. Será uma campanha forte. Não posso participar durante a semana. Mas nos fins de semana vou me dedicar muito à campanha dele (Haddad)".

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, que também estava em Buenos Aires, para a reunião de cúpula de ministros da Educação do Mercosul, declarou que suas eventuais participações em campanhas serão "cuidadosas", já que educação é sua prioridade. Para esquivar-se do assunto Marta Suplicy, respondeu, sorrindo: "Sobre educação, o que mais querem saber?"

Mensalão. Cardozo preferiu não fazer comentários sobre a discussão do mensalão no Supremo Tribunal Federal: "Não posso tecer considerações, porque seria, de minha parte, impróprio, uma vez que afeta outro poder. Se eu fosse deputado, poderia falar. Mas, como ministro da Justiça, não posso comentar o assunto. O que posso dizer é que o Judiciário tem os seus tempos e saberá decidir sobre a questão".

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