Ministério Público pedirá ressarcimento a ex-diretor

Sem ter como processar criminalmente o ex-diretor financeiro da antiga Eletropaulo Henrique Fingermann - ao completar 70 anos, em 2013, ele seria beneficiado pela prescrição penal se viesse a ser considerado culpado -, o Ministério Público de São Paulo vai pedir à Justiça que ele seja condenado a devolver aos cofres públicos valores que teria recebido como propina da Alstom - na época, R$ 780 mil. A ação está em fase de conclusão.

Fausto Macedo, O Estado de S.Paulo

25 de março de 2014 | 02h07

Promotores que investigam a contratação da Alstom no âmbito do projeto Gisel (Grupo Industrial para o Sistema Eletropaulo) em 1998 - no governo Mário Covas (PSDB) -, estão convencidos de que Fingermann foi um dos beneficiários e de que a propina foi paga por coligadas da Alstom. O ex-diretor atuou na Eletropaulo entre 1996 e 1998 e os R$ 780 mil teriam sido pagos entre 1998 e 2002. Fingermann nega ter sido contemplado com recursos ilícitos.

Em fevereiro, Fingermann escapou de processo criminal na Justiça no caso Alstom - ao completar 70 anos, em setembro, ele se viu beneficiado pela prescrição, que é quando se esgota o prazo para o Estado punir um acusado. Além dele, será apontado como "recebedor de propina" o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado Robson Marinho, ex-chefe da Casa Civil de Covas.

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