JOSE PATRICIO/ESTADÃO
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'Ministério fez o que tinha que fazer', diz Padilha sobre Labogen

Petista comentou sindicância do Ministério da Saúde que afirma que documento sobre laboratório foi encaminhado ao órgão após contato entre ex-ministro e André Vargas

Valmar Hupsel Filho, O Estado de S. Paulo

04 de julho de 2014 | 21h50

São Paulo - O ex-ministro da Saúde e candidato do PT ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha negou nesta sexta-feira, 4, que tenha beneficiado laboratório de fachada do doleiro Alberto Youssef, preso por lavagem de dinheiro na Operação Lava Jato, após encontro com o deputado André Vargas (sem-partido).

O jornal "O Globo" informou nesta sexta que uma sindicância interna do ministério concluiu que somente após contato com o deputado um “documento informal” e sobre a Labogen foi encaminhado pelo então ministro para que a área técnica do ministério analisasse a possibilidade de firmar convênio.

O documento afirma, ainda segundo O Globo, que após o encontro o gabinete do ministério solicitou reunião com a área técnica para que o laboratório fizesse uma “apresentação institucional”.

Padilha defendeu o procedimento adotado e disse que “o ministério fez o que tinha que fazer”. “A conclusão da sindicância é que o ministério recebeu a empresa e encaminhou tecnicamente. O ministério fez o que tinha que fazer e teve rigor técnicos na análise dos projetos. A sindicância deixou claro e inocentou todos os técnicos do ministério envolvidos no procedimento”, disse.

O ex-ministro também negou que Vargas tenha feito lobby para o Labogen, que pertence a Alberto Youssef, preso desde 20 de março na Operação Lava Jato - que desbaratou esquema de lavagem de cerca de R$ 10 bi. Vargas, que aparece nas gravações da Polícia Federal intermediando interesses do laboratório com órgão do governo, renunciou à vice-presidência da Câmara, desfiliou-se do PT e responde a procedimento administrativo no Conselho de Ética da Casa sob suspeita de ter relações com Youssef.

Segundo Padilha, a Labogen não firmou nenhum contrato com o ministério da Saúde em sua gestão.

“A Labogem só teve contratos nas gestões anteriores do ministério da Saúde em gestões do PSDB. Sempre teve contrato”, disse.

O candidato assistiu a partida entre Brasil e Colômbia pelas quartas de final da Copa do Mundo na quadra das escola de Samba Rosas de Ouro.

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