Ministério do Esporte vira nova polêmica entre Dilma e Marina

Sem citar nomes, petista afirma que 'muita gente questiona o Ministério do Esporte'; Feldman sai em defesa da candidata do PSB

ANA FERNANDES, TÂNIA MONTEIRO, RICARDO DELLA COLETTA e RAFAEL MORAES MOURA, O Estado de S. Paulo

20 de setembro de 2014 | 03h00

Sem citar nomes, a presidente Dilma Rousseff disse nesta sexta-feira, em Brasília, que “muita gente questiona o Ministério do Esporte” e ressaltou que a pasta deu grande impulso para o desenvolvimento da área no País. A declaração foi uma maneira de desferir mais um golpe contra Marina Silva, concorrente ao Palácio do Planalto pelo PSB.

Ainda na sexta-feira o coordenador geral da campanha da ex-ministra, Walter Feldman, saiu em defesa de Marina e descartou que ela tenha intenção de extinguir o Ministério do Esporte, caso vença a eleição. Segundo ele, trata-se de mais um boato sem fundamento ventilado pelos adversários da candidata.

“A Marina vai acabar com o Bolsa Família, segundo o PT, com o Minha Casa Minha Vida, vai cancelar a Olimpíada e até deletar a Copa”, ironizou Feldman nesta sexta-feira em encontro com Neca Setúbal no comitê central da campanha, em São Paulo.

“Isso não é democracia. Democracia é discutir programa, fazer debate de ideias”, emendou ele, dizendo que tais boatos têm efeito sobre pessoas mais simples que, na visão dele, “entram em pânico” com essas informações má intencionadas.

Na semana passada, o ministro do Esporte, Aldo Rebelo (PCdoB), publicou uma nota dizendo haver “preocupação” em relação à declaração de Marina de que, caso eleita, não faria uma reforma ministerial de forma apressada, esquivando-se de responder se cortaria a pasta.

O candidato tucano ao Planalto, Aécio Neves, também tem proposta de redução de ministérios, mas não citou especificamente o do Esporte.

Apoio declarado. Dilma recebeu na sexta-feira jovens atletas olímpicos e paralímpicos em cerimônia realizada no Palácio do Planalto. O encontro acabou se transformando em um ato de apoio à reeleição da petista.

Em discurso, o presidente do Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB), Andrew Parsons, defendeu a reeleição de Dilma, sem citar explicitamente o nome da candidata petista.

Parsons afirmou que “esporte não é alienado” e que “esse Ministério do Esporte foi muito importante para o desenvolvimento do esporte paraolímpico e do esporte como um todo, e a gente não pode retroceder.”

Ele disse ainda que “o movimento paraolímpico está de dedos cruzados esperando que nos próximos anos nós mantenhamos o Ministério do Esporte exclusivo porque esporte olímpico e paraolímpico e o esporte brasileiro merecem”.

Os presentes à audiência aplaudiram e cruzaram os dedos para uma foto em apoio à presidente.

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