'Meu medo é virar manicômio', diz Chalita sobre centros contra crack

Peemedebista critica ação da PM e diz temer gestão de locais de tratamento e internação da Prefeitura de SP

FELIPE FRAZÃO, O Estado de S.Paulo

04 de abril de 2012 | 03h08

Ao visitar ontem a região da cracolândia, o deputado federal e pré-candidato do PMDB à Prefeitura de São Paulo, Gabriel Chalita, criticou a ação policial na região, classificando-a como "midiática'', mas poupou o governador Geraldo Alckmin. Ele criticou ainda a criação de casas de recuperação pela Prefeitura. "O meu medo é isso virar o que eram os manicômios antigamente."

"O Estado fez o que a Prefeitura pediu. Foi uma ação conjunta", justificou, referindo-se ao início da operação militar.

"Não sei se é bom a Prefeitura montar um monte de casas de recuperação. O caminho é conveniar", disse Chalita, que visitou a Cristolândia, iniciativa da Igreja Batista.

O deputado propôs que o município faça convênios com entidades privadas, igrejas e organizações sociais que atuam na recuperação de dependentes do crack para aumentar a capacidade de atendimento. É uma solução melhor, segundo ele, do que construir unidades próprias de tratamento, como os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e o Serviço de Atenção Integral do Dependente (Said) da gestão Gilberto Kassab (PSD). Além disso, recebem verba federal.

Apesar de defender a ideia como mais econômica, Chalita não estimou o custo dos convênios para os cofres públicos. Disse também não conhecer o Complexo Prates, centro de triagem inaugurado na semana passada com atraso de três meses depois da operação da PM.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.