Metrô e escola são destaque no debate em Porto Alegre

O problema de vagas para crianças nas escolas e o atraso no planejamento do metrô para a cidade foram os pontos fortes de dois debates que os candidatos à Prefeitura de Porto Alegre fizeram em menos de 24 horas - um na noite da terça-feira, na TV Pampa, e outro ontem à tarde, na Rádio Gaúcha. Embora tenham repetido, nos encontros, perguntas e respostas que o eleitorado já tinha ouvido ao longo da campanha eleitoral, José Fogaça (PMDB) e Maria do Rosário (PT) ampliaram algumas das questões sobre educação, finanças e transportes e definiram pontos centrais de seus projetos.Rosário fez constantes cobranças ao peemedebista, que disputa a reeleição, e Fogaça fincou pé no discurso de que é precisou primeiro arrumar as finanças para poder contratar empréstimos para novas obras. A oferta de vagas para educação infantil foi o primeiro dos temas a provocar desavenças. Rosário voltou a exibir um boletim da Secretaria Municipal de Educação para apontar a redução de vagas em escolas infantis na administração do peemedebista. Fogaça contestou a informação, afirmando que as matrículas aumentaram e que havia números "mascarados", pois 5,7 mil crianças que constavam nas listas de chamadas não iam à escola e foram cortadas.Mais adiante, Rosário aproveitou uma resposta sobre trânsito para dar a tréplica sobre o assunto. "Não posso aceitar que o senhor diga que os professores mascaravam a chamada e apresentavam números maquiados com crianças que não estavam na escola", sustentou a petista. Fogaça usou seu tempo no bloco seguinte para responder: "Isso não tem nada a ver com diretores nem professores, mas com o governo, que não revelava os números da escola", argumentou. No período de debate em que falaram de trânsito, Fogaça listou várias obras de metrô iniciadas e realizadas em outras cidades brasileiras entre 1989 e 2004, enquanto o PT administrava Porto Alegre. A cidade não deu início à obra, disse ele, porque havia uma atitude "adversarial" em relação ao governo Fernando Henrique e ao PSDB. A atitude decorria de uma "mania de sempre se confrontar politicamente". Rosário respondeu que "não dá só para continuar o que estava acontecendo na cidade". Mencionou então obras da gestão do PT e sustentou que Fogaça, que havia sido líder do governo FHC, não teria se empenhado para trazer o metrô para a capital gaúcha. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.