Método para calcular sentenças preocupa condenados do mensalão

O fantasma da dosimetria de penas atormenta os réus do mensalão. "Mais do que crucial, verdadeiramente tormentoso o momento a que chega o julgamento da persecução criminal em tela", escreveu o criminalista Márcio Thomaz Bastos, ex-ministro da Justiça, defensor do executivo José Roberto Salgado, do Banco Rural.

O Estado de S.Paulo

24 de outubro de 2012 | 03h06

Em memorial entregue ontem ao STF, Thomaz Bastos sustenta que seu cliente "não deferiu nenhum dos empréstimos" citados na denúncia. A responsabilidade pelas operações é atribuída a Augusto Dumont, que já morreu. "O banco estava totalmente centralizado nas mãos de Dumont que era o vice-presidente do banco. Todo o comando, 100% das operações operacionais, estava nas mãos do Dumont."

Mais experiente dos advogados escalados pelos réus do mensalão, Bastos apela para a sensibilidade dos ministros. "Magistrados que não se descuram da consciência de que 'o direito penal não é instrumento de vingança, seja individual, seja social; nem a Justiça é o meio de efetivá-la'."

O advogado Maurício de Oliveira Campos Junior, que defende Vinícius Samarane, também do Rural, ponderou. "Sua culpabilidade não apresenta maior juízo de censura, ao contrário, encerra menor reprovabilidade, notadamente em razão de sua condição de empregado; é primário, portador de bons antecedentes, trabalhador, bom pai e chefe de família; sua conduta social é, portanto, irrepreensível." / F.M.

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