Mesmo se fosse um partido, Rede teria status de nanico

A Rede Sustentabilidade - o partido que a ex-ministra Marina Silva tentou criar, mas foi barrado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) - teria status de nanico se tivesse obtido autorização da Justiça Eleitoral. Com pouco mais de 4.000 militantes registrados em todo País, a Rede tem dificuldades para enfrentar o PSB, partido médio ao qual se incorporou a fim de participar do processo eleitoral deste ano. O pequeno PV, por exemplo, partido que lançou Marina à Presidência em 2010, conta com 250 mil filiados em seus quadros. No PT da presidente Dilma Rousseff o número salta para 1,7 milhão.

ANÁLISE: Pedro Venceslau, O Estado de S.Paulo

14 de abril de 2014 | 02h04

Apesar de pequena, a Rede fez o presidente do PSB e presidenciável, Eduardo Campos, rever sua política de alianças. Em São Paulo, onde está localizado o principal foco de tensão entre os militantes da Rede e do PSB, existem apenas 45 "marineiros" filiados. A insistência da ex-ministra em ter candidato próprio no Estado, porém, poderá levar a legenda a recuar no apoio à reeleição do governador Geraldo Alckmin, do PSDB. As tensões internas estenderam-se a outros Estados-chave no cenário eleitoral, como Minas Gerais e Paraná.

A deferência de Campos a esse grupo diminuto tem uma razão de ser: o potencial eleitoral de sua principal líder, Marina Silva. Espera-se no PSB que o discurso da ex-ministra do Meio Ambiente, conectado à juventude que foi às ruas em junho do ano passado, multiplique esse grupo de "marineiros", agregando militância espontânea e votos nas urnas.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.