Mensalão entra na campanha eleitoral de Salvador

ACM Neto (DEM) havia declarado que não iria explorar o assunto, mas ataque de petista teria motivado mudança de estratégia

Tiago Décimo, da Agência Estado

21 de setembro de 2012 | 12h57

SALVADOR - Depois de declarar que não tinha interesse em explorar o mensalão na propaganda eleitoral, justificando que o espaço era destinado a "discutir problemas e soluções locais", a coordenação da campanha do candidato ACM Neto (DEM), de Salvador, mudou de ideia na última semana.

A divulgação, pela campanha do petista Nelson Pelegrino, do vídeo em que ACM Neto ameaçava, no plenário da Câmara, "dar uma surra" no então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, levou o democrata a se justificar - admitindo que a declaração, feita em 2005, foi "indevida" - e atacar o PT, citando o mensalão. "O mais importante é que não me deixei intimidar e os réus do mensalão estão sendo julgados e condenados pelo Supremo Tribunal Federal."

O democrata tem mencionado o mensalão - e seus protagonistas - frequentemente, em entrevistas e pronunciamentos. Na segunda-feira, em uma entrevista à rádio Tudo FM, por exemplo, Neto disse que "todo mundo sabe" que Pelegrino e o governador da Bahia, Jaques Wagner, eram "amigos fraternos" do ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, e do ex-ministro José Dirceu.

"Quando o escândalo aconteceu, Pelegrino era líder nacional do PT e Jaques Wagner era ministro", lembrou Neto. "Ou seja, os dois estavam muito próximos ao núcleo de decisão."

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