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Meirelles, Marina e Amoêdo defendem decisão rápida sobre registro de Lula

Pressão por agilidade do TSE ocorre ao mesmo tempo que pedidos de rejeição

Daniel Weterman, O Estado de S.Paulo

16 de agosto de 2018 | 22h11

Os candidatos à Presidência Henrique Meirelles (MDB), Marina Silva (Rede) e João Amoêdo (Novo) defenderam, nesta quinta-feira, 16, que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) seja rápido ao decidir sobre a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado em segunda instância e preso no âmbito da Operação Lava Jato. Os apelos por agilidade ocorrem um dia após a Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, pedir a rejeição da candidatura de Lula. A candidatura do ex-presidente foi oficializada pelo PT, ao mesmo tempo em que o partido planeja sua substituição na chapa.

O Partido Novo entrou com um pedido de impugnação da candidatura de Lula no TSE, se juntando a outras seis solicitações já protocoladas. "Imagino e torço para que essa decisão seja rápida e a gente possa caminhar rapidamente para ter muito claro qual é o quadro eleitoral definitivo", disse Amoêdo, após participar de um evento com outros seis presidenciáveis na capital paulista. A decisão do partido em entrar com o pedido, disse o candidato do Novo, serve para "proteger o cidadão brasileiro e as leis".

Meirelles disse que a definição da Justiça Eleitoral precisa ocorrer "o mais rápido possível" para que a população saiba quem é efetivamente candidato. "Temos que definir, quanto mais rápido, melhor", reforçou o emedebista, comentando a situação do PT na Justiça Eleitoral. No evento, ele ressaltou mais uma vez seu trabalho nos governos Lula e Michel Temer, afirmando que é importante "trabalhar para o País" sem dar importância a gostar de um ou de outro.

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Marina afirmou ser "bom" que a população saiba quem são os candidatos, também cobrando do TSE uma definição sobre Lula. "Se não, nós vamos ter uma eleição em que uma parte estará se expondo e outra parte não estará, ainda que se saiba que não poderá prevalecer a ideia que se passará por cima da lei", disse Marina, defendendo a tese de que condenados em segunda instância não podem ser candidatos.

Ex-ministra de Lula ex-filiada ao PT, Marina afirmou ainda que é "muito cedo" para avaliar a capacidade de transferência de votos do ex-presidente para Fernando Haddad, candidato a vice e possível substituto do petista na eleição. "Ainda é muito cedo e é por isso que é importante ter a definição de quem são os candidatos. A sociedade precisa votar exatamente naquele que está se dispondo a governar."

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