André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

MDB oficializa Meirelles em convenção sem definição de vice

Partido lança nesta quinta-feira, 2, ex-ministro da Fazenda como candidato ao Planalto nas eleições 2018 e busca mulher para compor chapa

Vera Rosa, O Estado de S.Paulo

01 Agosto 2018 | 05h00

BRASÍLIA - O pré-candidato do MDB à Presidência, Henrique Meirelles, vai apresentar cinco diretrizes do programa de governo na convenção do partido, nesta quinta-feira, 2, em Brasília. Em busca de uma mulher para vice em sua chapa nas eleições 2018, o ex-ministro da Fazenda destacará como prioridades investimentos em educação, saúde e segurança pública, além do reforço no programa Bolsa Família – lançado na gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) –, e em medidas para desburocratizar o ambiente de negócios.

Com jingle em ritmo de forró que o define como “o cara” na economia, Meirelles falará para os correligionários em cima de uma plataforma que lembra uma arena, andando de um lado para o outro com microfone em punho. Tudo foi planejado para que a plateia ficasse em volta de um palco oval, como se estivesse “abraçando” o ex-ministro.

No discurso, Meirelles defenderá um pacto de confiança pela governabilidade e dirá que tem resultados a mostrar não apenas na Fazenda, mas também no comando do Banco Central, onde passou oito anos, nos dois governos de Lula, condenado e preso na Lava Jato. Um telão exibirá sua biografia e depoimentos, como o de sua mulher, a psiquiatra Eva Missini. 

Apesar da tentativa do ex-ministro de se descolar da impopularidade de Michel Temer, o presidente vai participar da convenção. Pela contabilidade do Palácio do Planalto e da cúpula do MDB, Meirelles será oficializado candidato com cerca de 450 votos. Após a dissolução do diretório de Minas, o número de convencionais com direito a voto caiu de 629 para 598.

O senador Renan Calheiros (AL) quer fazer um discurso enfático, na convenção, contra a candidatura de Meirelles, que hoje tem 1% das intenções de voto. Irredutível, ele terá uma reunião nesta quarta-feira, 1.º, com o presidente do MDB, Romero Jucá (RR), que pretende convencê-lo a não discursar. Aliado do PT em Alagoas, Renan prega liberdade para acertos políticos regionais. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.