Andre Dusek/Estadão
Andre Dusek/Estadão

MDB do Rio decide lançar candidatura própria ao governo

De acordo com o deputado federal Leonardo Picciani (RJ), escolhido é o ex-prefeito Vinícius Farah; legenda busca marcar posição no jogo eleitoral

Igor Gadelha, O Estado de S.Paulo

03 Maio 2018 | 10h34

BRASÍLIA - O MDB do Rio de Janeiro decidiu lançar o ex-prefeito Vinícius Farah como pré-candidato do partido ao governo do Estado. Com a candidatura própria, a legenda busca marcar posição no jogo eleitoral, após ter a imagem fortemente desgastada no Estado pelos desdobramentos da Operação Lava Jato, que prendeu várias lideranças emedebistas no Rio, entre elas o ex-governador Sergio Cabral. 

"Vamos lançar o ex-prefeito Vinícius Farah. O cenário está muito indefinido, temos chances de vencer", afirmou ao Estadão/Broadcast o deputado federal Leonardo Picciani (RJ). O parlamentar assumiu o comando do MDB no Rio em novembro do ano passado após a Lava Jato prender seu pai, o deputado estadual Jorge Picciani, que presidia a sigla no Estado até então. 

Farah é ex-prefeito de Três Rios, município de pouco mais de 100 mil habitantes localizado na região centro-sul do Rio. O emedebista tomou posse como prefeito da cidade em janeiro de 2009 e foi reeleito em 2013 com 83,24% dos votos. Após deixar a prefeitura, assumiu em fevereiro de 2017 a presidência do Detran-RJ, cargo que deixou no início de abril para poder disputar as eleições deste ano.

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Picciani já comunicou ao presidente nacional do MDB, senador Romero Jucá (RR), sobre a candidatura própria e pediu que ele incluísse o Estado na divisão dos recursos do fundo eleitoral. Jucá confirmou ao Estadão/Broadcast que o partido terá candidato próprio a governador no Rio e que não havia incluído o Estado na lista divulgada em abril porque ainda não havia decisão de nomes.

No mês passado, a executiva nacional do MDB aprovou resolução definindo que terá candidatura própria ao governo em pelo menos 12 Estados: Alagoas, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina e São Paulo. Não está definido ainda quanto cada candidato a governador do partido receberá do fundo eleitoral. 

A candidatura de Farah, porém, não é consenso no MDB fluminense. Uma ala do partido quer a a sigla negocie a indicação do vice na chapa do ex-prefeito Eduardo Paes, que, embora esteja inelegível, quer ser candidato a governador do Rio pelo DEM. Um dos nomes defendidos para ser o vice é o do ex-prefeito de Queimados, Max Lemos. O DEM, contudo, tem negociado a vice com o PR e o PP.

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Com a candidatura de Farah no Rio, aumentará o número de Estados em que MDB e PSDB estarão em campos opostos na disputa deste ano. Os dois partidos, que negociam possível aliança na eleição presidencial, devem ser adversários agora em 17 unidades da federação. Eles só devem disputar juntos no Acre e em Tocantins, segundo levantamento da reportagem. No Rio, tucanos vão apoiar a candidatura de Paes ou do deputado federal Índio da Costa (PSD). 

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