Matarazzo diz que polarização PT e PSDB será inevitável

Pré-candidato afirma que prévias terão 'impacto positivo' e que Haddad abre espaço para 'nomes novos' em outras siglas

O Estado de S.Paulo

05 de novembro de 2011 | 03h01

A desistência da senadora Marta Suplicy de concorrer pela terceira vez à Prefeitura de São Paulo em nome de uma unidade no PT não foi suficiente para diminuir a confiança do secretário estadual de Cultura, Andrea Matarazzo, de que o PSDB caminha no sentido inverso - o das prévias.

Pré-candidato declarado, Matarazzo avalia que a saída de Marta e a consequente entrada do ministro Fernando Haddad (Educação) na disputa eleitoral do ano que vem forçará uma polarização entre petistas e tucanos e abrirá espaço para "nomes novos" também em outras siglas.

"O PT deverá polarizar com o PSDB. A saída da senadora Marta Suplicy muda para um candidato novo também para a cidade de São Paulo, desconhecido na cidade de São Paulo. O cenário deve se repetir como nos anos anteriores. Eu me vejo obviamente como futuro candidato do PSDB em uma disputa que a qualidade de gestão do PSDB deve ganhar a eleição", diz ele, em entrevista à TV Estadão.

Antes de obter o direito de concorrer, no entanto, ele terá de enfrentar os colegas tucanos José Aníbal (secretário de Energia), Bruno Covas (secretário do Meio Ambiente) e Ricardo Trípoli (deputado federal) nas primárias. Há também a possibilidade de o ex-governador José Serra entrar na corrida.

A consulta ao partido está marcada para janeiro. "Prévias tem impacto positivo porque é um aquecimento para as eleições. Mobiliza e faz com que os filiados participem."

Dentro do PSDB, Matarazzo é historicamente identificado como sendo um dos integrantes do grupo ligado a Serra. Por conta disso, caso o ex-governador decida concorrer, é provável que ele retire sua pré-candidatura.

No entanto, segundo interlocutores tucanos ligado a Serra é cada vez menor a possibilidade de ele disputar a Prefeitura.

Coligações. Segundo Matarazzo, o PSDB trabalha para formar uma ampla aliança eleitoral. "Tem o aliado histórico que é o DEM. Tem o PP, que participa do governo, o PPS e outros partidos e, sem dúvida, no cenário atual deve-se buscar aliança com o PSD (partido fundado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab)."

Também em entrevista à TV Estadão nesta semana, o secretário Rodrigo Garcia (Desenvolvimento Social) confirmou que seu DEM está aberto à uma aliança com o PSDB, ainda que ele próprio seja pré-candidato a prefeito.

Com o PSD, porém, o cenário não é tão favorável. Kassab tem dito que gostaria de ver um nome do PSDB como vice de um candidato do PSD, hipóteses que os tucanos, entre eles Matarazzo, rejeitam.

O governador Geraldo Alckmin, único com poder de impor um nome ao PSDB diz que respeitará a decisão da sigla se ela for pelas prévias.

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