Ueslei Marcelino|Reuters
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Marun sobre Barbosa: 'O Brasil não precisa de salvadores da pátria'

Ministro da Secretaria de Governo também criticou pré-candidaturas de Marina, Lula e Bolsonaro, e reafirmou intenção do presidente Michel Temer em tentar reeleição

Pedro Venceslau, enviado especial, O Estado de S. Paulo

19 de abril de 2018 | 23h18

RECIFE - O ministro da secretaria de governo, Carlos Marun (MDB), criticou nesta quinta-feira, 19, a eventual candidatura ao Palácio do Planalto do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa (PSB). 

"Joaquim Barbosa é elegível, mas não penso que será uma boa solução. O Brasil não precisa de candidaturas personalistas. Não precisa de salvadores da pátria, de gente que se filia a partido político na véspera do prazo legal", disse o ministro a jornalistas em Recife, onde participa do 17° Fórum Empresarial do Lide (Grupo de Líderes Empresariais).

+ 'Não sou candidato ainda', diz Joaquim Barbosa 

Barbosa filiou-se discretamente ao PSB no dia 6 de abril, no limite do prazo legal para poder disputar um cargo eletivo. Nessa quinta-feira ele se reuniu pela primeira com os governadores e a cúpula da legenda em Brasília, mas não confirmou sua intenção de entrar na campanha. 

Denúncia

Principal interlocutor político de Temer, Marun afirmou que não vê possibilidade da Procuradoria Geral da República apresentar a terceira denúncia contra o presidente e reafirmou que o emedebista disputará a reeleição. 

"Não vejo possibilidade de uma terceira denúncia. Esse decreto dos portos não beneficia a Rodrimar. Tudo isso é uma novela que não vai chegar a lugar nenhum. É a investigação de um assassinato onde não existe cadáver. Tentam retroagir na busca de um cadáver. Não existe preocupação com a 3° denúncia", afirmou. 

Marun também classificou como uma "aventura" as candidaturas presidenciais de Marina Silva (Rede), Lula (PT), Joaquim Barbosa (PSB) e Jair Bolsonaro (PSL). Apesar de reafirmar que Temer vai disputar a reeleição, o ministro não descartou que o MDB e o governo apoiem um candidato de outro partido, mas condicionou o apoio. "Aquele que desejar o apoio do governo deve assumir essa condição. Não estamos aqui para oferecer tempo de TV". 

Sobre a pré-candidatura presidencial do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), Marun não afastou a possibilidade do MDB apoiá-lo, mas disse considerar difícil essa hipótese. "O ex-governador até agora não apresentou essa vontade (de defender o governo). Se mudar de atitude, não está afastada a hipótese dele ser nosso candidato". 

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