'Marta sempre terá espaço no PT', diz Mercadante

'Ele já governava São Paulo. Não é novidade nenhuma', disse o senador e aliado da ex-prefeita sobre Kassab

Tânia Monteiro e Leonardo Goy, de O Estado de S.Paulo

27 de outubro de 2008 | 15h25

O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) disse ainda, no Itamaraty, que Marta Suplicy, candidata derrotada à prefeitura de São Paulo, "sempre terá espaço no partido", podendo participar de outras disputas eleitorais. Segundo ele, é preciso "baixar a poeira" para fazer uma avaliação da derrota de Marta Suplicy. "Tem que fazer uma avaliação profunda do que aconteceu para ver de quem é a culpa", disse.   Veja também: TV Estadão: Assista a análises e entrevistas Blog da Eleição: Confira os principais momentos da apuração   Mapa eleitoral do 2.º turno  PMDB leva maior número de prefeituras e será a 'noiva' de 2010 Kassab sai vitorioso e ficará mais 4 anos na Prefeitura de SP Galeria de fotos: 'O dia de Marta' Em disputa apertada, Paes vence Gabeira no Rio   Mercadante lembrou que Marta Suplicy recebeu votos de 32% do eleitorado. "Isso mostra que não podemos disputar a classe média, que tem um papel muito importante", afirmou.   Na sua avaliação, a tendência que predominou nessas eleições foi de reeleição. Ele citou o dado de que 77% dos prefeitos foram reeleitos porque tiveram muito mais recursos e orçamento mais confortável que governos anteriores.   No caso do atual prefeito Gilberto Kassab, que foi reeleito, o senador disse que ele administrou um orçamento com R$ 10 bilhões a mais que sua antecessora Marta Suplicy para governar saio Paulo.   O senador  minimizou há pouco os efeitos políticos da derrota da petista Marta. "Ele já governava São Paulo. Não é novidade nenhuma", disse.   Mercadante também afirmou que o PT foi o partido que recebeu a maior quantidade total de votos no segundo turno das eleições municipais. Segundo ele, o PT recebeu no total cerca de 5,1 milhões de votos no segundo turno das eleições municipais. "O PT teve uma votação próxima a dos partidos da oposição somados, que foi de 5,4 milhões de votos", disse Mercadante ao chegar ao Itamaraty para participar da VII Reunião Extraordinária do Conselho do Mercado Comum (CMC).   Texto atualizado às 15h50

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