Marta questiona 'aritmética da kassabolândia' e alega ser vítima

No rádio, petista sobe o tom dos ataques para reconquistar a liderança nas pesquisas e pede voto às mulheres

Bianca Pinto Lima, do estadao.com.br,

22 de outubro de 2008 | 08h21

A candidata petista à Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, voltou a afirmar durante o horário eleitoral do rádio desta quarta-feira, 22, que sofre preconceito por ser mulher e aproveitou para pedir o apoio das paulistanas. "Como mulher, mãe, avó, militante política e psicóloga, conheço muito bem a força e a capacidade das mulheres. Conheço também as dificuldades e os preconceitos que nós enfrentamos no dia-a-dia", afirmou Marta, que tenta reconquistar a liderança nas pesquisas a menos de uma semana das eleições.   Veja também: Propaganda contra Kassab foi 'pesada no limite', admite Marta 'Sou solteiro e feliz', diz Kassab; Marta lamenta inserção na TV Reviravolta é difícil em SP, diz cientista política  Enquete: Quem se saiu melhor no debate?  Blog: Leia os principais momentos do debate na Rede Record  Veja galeria do debate na Rede Record  Especial: Perfil dos candidatos em São Paulo  'Eu prometo' traz as promessas de Marta e Kassab  Geografia do voto: Desempenho dos partidos nas cidades brasileiras  Confira o resultado eleitoral nas capitais do País   A campanha da petista também reforçou que a ex-prefeita se arrepende de ter criado taxas e que a atitude não será repetida. Nos ataques ao prefeito e candidato à reeleição, Gilberto Kassab (DEM), Marta insistiu na pareceria do adversário com Celso Pitta. "A Marta tem coragem de reconhecer que foi um erro e que não vai repetir (a criação de novos tributos). E também explica que fez isso porque recebeu a prefeitura quebrada do Pitta, aquele que teve o Kassab como secretário", diz o locutor.   Na reta final das eleições, a ex-ministra também partiu para um novo ataque e passou a questionar os números apresentados pela campanha do DEM. No quadro, "A aritmética da kassabolândia", Marta afirma que o atual prefeito construiu 13 CEUs e não 25 como diz o candidato. "25 mil casas que o Kassab fala na propaganda que fez é igual a 5.984 casas", diz o apresentador. Quanto às escolas, a petista diz que foram criadas 160 e não 217 e que no metrô foram investidos R$ 473 milhões e não R$ 1 bilhão.   Após abrir uma vantagem de mais de dez pontos nas pesquisas, Kassab decidiu jogar o foco nas propostas para o próximo mandato e os projetos já realizados. Apesar da liderança, a campanha do candidato do DEM evita o clima de já ganhou e reforça que a "eleição só se ganha depois da apuração". Na última pesquisa do Datafolha, citada durante o horário, Kassab está em primeiro lugar com 59% das intenções de voto, contra 41% de Marta.   O prefeito também aproveitou para destacar sua parceria com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e afirmou que, se reeleito, fará um "governo acima dos partidos". "A prefeitura do Kassab, junto com o governo do (governador José) Serra, e com uma complementação do Lula, está transformando (a favela de) Paraisópolis numa cidade. Quando isso começou teve até discurso do Lula cumprimentando o Kassab e o Serra", destacou o apresentador.

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