Marta prega 'união' com Serra e Kassab se diz parceiro de Lula

Candidata do PT e DEM 'colam' no governador e presidente; candidatos fazem considerações finais no debate

da Redação

01 de agosto de 2008 | 00h38

A candidata do PT, Marta Suplicy, disse, em suas considerações finais durante o debate, que vai procurar uma parceria com o governador José Serra (PSDB) se eleita para Prefeitura de São Paulo."Quero falar com o governador José Serra, que está em casa, quero ser a sua parceria, quero governar essa cidade para que possamos dar vida melhor aos paulistanos. Sem união, não tem jeito", disse.    Veja também: Opine: Quem ganhou o debate? Kassab provoca Marta e desafia: 'Quem criou mais taxas'? 'Educação na gestão Alckmin foi pior que a do Piauí', diz Maluf Marta prega 'união' com Serra e Kassab se diz parceiro de Lula Kassab fala sobre 'fichas-sujas' e se defende de acusações Sem citar Marta, Kassab diz que 'faz corredor como se deve' Contra poluição de carros, Maluf quer 'freeway' nas marginais Conheça os candidatos nas principais capitais  Calendário eleitoral das eleições deste ano  Especial tira dúvidas do eleitor   Veja as regras para as eleições municipais   Já o candidato do DEM, Gilberto Kassab, finalizou sua participação  ao dizer que é o maior parceiro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Bolsa-Família. "Sou prefeito de São Paulo há dois anos e mostrei que com coragem e transparência é possível melhorar qualidade de vida. Implantei o Cidade Limpa. Entreguei dois hospitais, 106 ações na habitação. Sou o maior parceiro do presidente Lula no Bolsa-Família, e do José Serra. Vamos consolidar as ações', completou.   Um pouco antes, Marta disse que, em encontro, o presidente disse a ela que deseja sua vitória porque acredita na melhora da cidade nas suas mãos. "Ele disse, Marta, quero que você ganhe, porque com a situação econômica que o País está , vai dar para fazer muita coisa", contou Marta.    Alckmin afirmou que quer trabalhar, servir ao povo. "Minha política é a missão". Lembrou que o PSDB completa 20 anos e que o partido está resgatando sonhos de Covas, Ruth. "O sofrimento ds pessoas eu enxergo, as pessoas não são invisíveis para mim", afirmou. Vamos trabalhar firme para diminuir a desigualdade. Disse que investirá em educação, saúde, transporte. "um governo mais perto das pessoas".   Ciro Moura (PTC) disse que era hora de mudanças na cidade. " Parece que tudo está resolvido, mas eu penso diferente: é hora de mudar. Tenho compromisso de trazer a São Paulo que eu vivi".   Ivan Valente (PSOL) disse que há um revezamento no poder e que é "cansativo". "PSOL quer implantar projeto de inverter prioridades na nossa cidade.  Governar é fazer escolhas. Quero dizer que o pessoal tem proposta alternativa de esquerda para São Paulo, e o povo vai ter vez e voz".   Soninha Francine afirmou que é necessário pensar o como governar. Que é preciso investir em educação, saúde e no trânsito, mas é preciso também transformar a política. Ter pessoas competentes nos cargos. "Naturalmente eu não tenho experiência, mas eu não estou sozinha. E tem suas vantagens não ter experiência".   Renato Reichmann disse São Paulo é uma cidade apaixonante, multicultural-mas com muitas desigualdades. "É necessário redistribuir renda", defendeu   Paulo Maluf afirmou que tem orgulho de sua gestão quando prefeito."Muitos dos que estão aqui tiveram a sua oportunidade e a cidade só piorou. E se deus permitir serei de novo o melhor prefeito. São Paulo tem pressa. Quero ter pressa. Maiores prefeitos dessa cidade foram guerrilheiros. O eleitor tem que decidir quem será um prefeito melhor: uma psicóloga, um anestesista ou um engenheiro?", disse. 

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