Marta pode ganhar, 'mas é muito difícil', avalia vice do PT

Marco Aurélio Garcia diz que não é Pollyanna, mas que situação é 'reversível'; Kassab lidera a disputa

Tânia Monteiro, de O Estado de S. Paulo,

14 de outubro de 2008 | 17h06

O assessor internacional da Presidência, Marco Aurélio Garcia, que é vice-presidente do PT, disse nesta terça-feira, 14, que "é complicada" mas ainda "reversível" a situação da ex-ministra Marta Suplicy, que aparece com 17 pontos atrás de seu opositor, Gilberto Kassab, na disputa pela prefeitura de são Paulo. "Claro que é complicado, mas acho que é reversível. Mas quando digo que é reversível, não estou aqui dando uma de Pollyanna, não estou dizendo que ela vai ganhar no segundo turno. Estou dizendo sim, que ela pode ganhar. Pode, mas é muito difícil", declarou.   Veja também: Marta 'deveria ter desautorizado sua campanha', diz Kassab PT decide tirar do ar pergunta que faz ataque à vida pessoal de Kassab Lula reprova comportamento de Marta em ataques a Kassab Enquete: Estado civil do candidato interfere no voto? Blog: Leia os principais momentos do debate na Bandeirantes  Especial: Perfil dos candidatos em São Paulo  'Eu prometo' traz as promessas de Marta e Kassab  Geografia do voto: Desempenho dos partidos nas cidades brasileiras    Marco Aurélio não quis comentar as insinuações de Marta Suplicy a Kassab, na propaganda eleitoral. "Quando eu assistir à propaganda, eu posso falar. Eu sempre critiquei os que fizeram isso com ela", declarou marco Aurélio. Ele lembrou que Marta sofreu muito preconceito na campanha anterior quando um jornalista chegou a perguntar se era a favor da bigamia. Disse que a rejeição à ex-prefeita é grande e que ela sofreu muito preconceito por parte de setores conservadores de São Paulo.   Marco Aurélio afirmou que, depois de ver a propaganda eleitoral, fará uma avaliação. "Se parecer inadequado, eu vou dizer que é inadequado", afirmou. Considerou natural que haja açodamento nesta fase da campanha porque o tempo é curto.   Comentou ainda que, pelas informações que recebeu, Marta foi bem no debate de domingo passado. Ele lembrou que durante o primeiro turno das eleições ela foi objeto de ataque de todos os candidatos. "85% do horário eleitoral foi anti-Marta".   Garcia disse ainda que não houve orientação do presidente Lula para que o chefe de gabinete da Presidência, Gilberto Carvalho, participasse da campanha eleitoral de Marta Suplicy. "Foi porque ele sempre teve participação nas eleições de São Paulo. Ele é um velho militante de São Paulo. Se eu pudesse ir para lá, eu também iria. Iria para Porto Alegre para ajudar também a Maria do Rosário", disse.   Ele informou que o presidente Lula vai voltar a São Paulo para apoiar Marta Suplicy. "O presidente Lula vai manter a sua posição de ir a São Paulo. Ele não tem nenhuma inibição política para não ir a São Paulo", disse, ao ser questionado se o presidente não poderia evitar posar ao lado de Marta, diante da possibilidade de uma derrota. "Quantas derrotas políticas o Lula já teve na vida? Você acha que ele tem medo de derrota?". E completou: "Se ele não for, a derrota estará mais configurada do que se ele for".

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