Marta ironiza participação de Serra e FHC em um segundo turno

FHC informou que é possível que José Serra se licencie do governo para entrar na campanha do segundo turno

Carolina Ruhman, da Agência Estado

25 de setembro de 2008 | 15h34

A candidata do PT à Prefeitura, Marta Suplicy, ironizou a possibilidade de o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), entrarem na campanha no segundo turno. Questionada sobre sua avaliação da participação dos dois tucanos, Marta rebateu. "Tá tão grave assim?", afirmou, em uma referência indireta à situação da campanha de seu adversário do PSDB, Geraldo Alckmin (PSDB).   Veja também: Veja a cronologia da briga entre Alckmin e Kassab Especial: Perfil dos candidatos  Blog: propostas dos candidatos de São Paulo na sabatina do 'Grupo Estado' Marta tem 37%; Alckmin e Kassab estão empatados, diz pesquisa Ibope: Veja números das últimas pesquisas    Nesta quinta-feira, Fernando Henrique informou que é possível que Serra se licencie do governo para entrar na campanha do segundo turno. O ex-presidente avaliou que ainda não está claro quem irá disputar o segundo turno, se será Alckmin ou o atual prefeito, Gilberto Kassab (DEM), mas destacou que o adversário é o PT.   Marta considera inevitável o segundo turno, mas não quis fazer declarações sobre possíveis adversários ou apoios de outros partidos. "Deixe-me ganhar o primeiro turno, depois a gente resolve com quem vamos compartilhar (a disputa)", declarou, ao visitar uma feira livre no bairro de Pirituba, zona norte da capital. Para Marta, ainda é cedo para contar com possíveis apoios na próxima fase da disputa municipal. "Eu tenho de ganhar a eleição, não estou preocupada com segundo turno e quem vai apoiar quem", disse. Segundo ela, os partidos vão se alinhar com quem têm mais afinidade.   A candidata aproveitou para alfinetar o adversário do DEM, o atual prefeito Gilberto Kassab, que nos últimos dias tem pedido em seu programa eleitoral no rádio para que o deixem trabalhar, inspirado em bordão usado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na campanha presidencial de 2006. Marta disse ver em Kassab uma "vontade de se apoderar do que não é dele". "O presidente Lula não o apóia, ele foi muito explícito e claro", disse ela. "O apoio formal, militante e pessoal (de Lula) é para a minha candidatura, não é para a dele." Marta voltou a acusar Kassab de copiar suas propostas: "Além de copiar as coisas, ainda fica tentando se apoderar do que não é dele".

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