Marta faz maratona de visitas e discursos na zona leste

Em menos de três horas, a candidata do PT à Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, visitou hoje quatro locais diferentes na zona leste da cidade, fez três discursos e concedeu duas entrevistas coletivas. Na reta final do primeiro turno das eleições, a petista tem procurado acelerar o ritmo da campanha. A estratégia coincide também com a recente queda de Marta nas pesquisas de intenção de voto, apesar de a própria candidata e de seu comando de campanha desconversarem sobre o tema.No primeiro evento, na Vila Iolanda, a petista improvisou e subiu em uma pick-up para falar com a população. De lá, ela fez um comício em Cidade Tiradentes e outro em Cidade Kemel, na divisa entre São Paulo, Itaquaquecetuba, Poá e Ferraz de Vasconcelos. Depois, Marta visitou o Instituto Severiano Fabriani para crianças surdas no Jardim Nazaré, onde almoçou. Na saída, ela quase chegou a fazer um mini comício na porta do instituto, por causa das centenas de pessoas que estavam à sua espera, mas desistiu e entrou direto no carro, finalizando a agenda do dia. "Foi uma surpresa boa, significa que a campanha está crescendo", afirmou o deputado federal Jilmar Tatto (PT-SP), ao ver a multidão reunida na saída do instituto. "Nós visitamos os bairros mais carentes na Cidade Tiradentes, Vila Iolanda e na divisa", disse Marta, da coligação "Uma Nova Atitude para São Paulo" (PT-PCdoB-PDT-PTN-PRB-PSB). Enquanto a candidata saía do local, a moradora Eliana Braga, de 57 anos, gritava: "É pra ela ver que ela é querida na zona leste".A petista minimizou a mudança de tom de seu adversário do PSDB, Geraldo Alckmin, da coligação "São Paulo, na Melhor Direção" (PSDB-PTB-PHS-PSL-PSDC). Para ela, Alckmin e o candidato do DEM, o prefeito Gilberto Kassab - "São Paulo no Rumo Certo" (DEM-PR-PMDB-PRP-PV-PSC) -, estão no meio de uma "briga pesada" para ver quem disputará o segundo turno com ela. "Nós só temos que aguardar para ver quem vai ser o adversário", afirmou Marta. "A gente está no nosso lugar, fazendo a nossa propaganda. Eles estão tentando ver quem vai para o segundo turno. Eu não sei como eles vão se posicionar, cada dia vai ser uma surpresa. A briga parece que está sendo bem pesada", disse. Em sua visão, os elogios recentes de Alckmin sobre sua gestão no transporte foram uma "apreciação correta".Quanto à mudança de tom do tucano, Marta limitou-se a dizer: "Esse é um problema da equipe dele". A candidata acredita que a disputa entre PSDB e DEM, aliados históricos, não faz muita diferença. "Porque nós vamos para o segundo turno, nós não estamos disputando esse lugar", afirmou.LulaMarta avaliou que a eleição municipal em São Paulo está polarizada, de um lado o PT e de outro o DEM com o PSDB. "Essa eleição está muito de dois lados. De um lado tem o PT, com seus coligados, que olham para os que mais precisam. Do outro lado, estão os Democratas, esses ''demos'', que fazem a maldade da catraca no ônibus, não olham para a periferia. E os tucanos, que são iguaizinhos", disse Marta, durante o comício em cidade Kemel.Para a candidata, a oposição "tem medo" do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Mas a população sabe que o Lula é PT, que o Lula já disse que lado apóia em São Paulo, e sabe que eu sou PT, e que a nossa amizade, a nossa ideologia, é absolutamente compatível", afirmou a candidata.

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