'Marta entende de política e eu, de administração', diz Doria em crítica à adversária

Tucano respondeu às críticas feitas pela peemedebista à proposta de permitir que iniciativas privadas explorem corredores de ônibus da cidade

Pedro Venceslau, O Estado de S.Paulo

26 de agosto de 2016 | 12h34

O candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, João Doria, disse na manhã desta sexta-feira, 26, que sua adversária, a senadora Marta Suplicy (PMDB), não entende de administração e precisa conhecer o setor privado. O tucano respondeu às críticas feitas pela peemedebista à proposta de permitir que iniciativas privadas explorem corredores de ônibus da cidade. A senadora ironizou a proposta durante o debate da Rede Bandeirantes, na segunda-feira, 22, e insinuou que Doria poderia criar pedágios.

"Marta entende de política e eu, de administração. Ela precisa aprender um pouco a cartilha do setor privado. Concessão é uma coisa, privatização é outra", disse Doria. O candidato afirmou que pretende lançar um programa chamado “Rapidão". A ideia é que o usuário receba por meio de um aplicativo informações sobre o tempo de percurso do ônibus. Essa ferramenta poderia ser explorada pela iniciativa privada por meio de anúncios, afirmou. O candidato do PSDB visitou nesta sexta-feira a garagem da empresa de ônibus Norte Bus, na Vila Zilda, bairro da Zona Norte da capital.

Questionado sobre a pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta, Doria avaliou que o desempenho de Russomanno (PRB) - que aparece no levantamento com 31% das intenções de voto - foi beneficiado pela "visibilidade" dele na mídia após ser absolvido no Supremo Tribunal Federal (STF). Diante de lideranças do setor de transporte, Doria prometeu que não vai aumentar as tarifas de ônibus, se for eleito. "Vamos manter as tarifas como estão. Aumentar tarifa, de jeito nenhum", disse.O tucano também comentou a informação de que dois perfis retirados do ar por fazer ofensas a ele (João Escoria e João Dólar) foram criados pelo autor da página Haddad Tranquilão, que promove o prefeito Fernando Haddad (PT) no Facebook. "Crime não é liberdade de expressão, só na versão do PT", afirmou.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.