Marta e PT são 'incoerentes' em relação a taxas, diz Alckmin

Tucano diz que há incompatibilidade entre discurso da rival e atitude do PT em criar novos impostos

Bianca Pinto Lima, do estadao.com.br,

02 de setembro de 2008 | 17h31

O candidato à Prefeitura de São Paulo e ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) estranhou a mudança de comportamento da rival Marta Suplicy (PT) que, se eleita, prometeu não aumentar as taxas para a população da cidade. "Achei estranha essa conversão. Ela finalmente viu que o caminho não é aumentar imposto e sim a eficiência no gasto público", disse o candidato nesta terça-feira, após a sabatina promovida pelo Grupo Estado. Para Alckmin, porém, há uma incoerência entre o que a ex-ministra diz e a atitude de seu partido. "O PT acabou de aprovar na Câmara Federal mais um tributo, a CSS. Um tributo em cascata, que incide nas cadeias produtivas mais longas. E [o partido] está só esperando passar a eleição para aprovar no Senado". E completou: "Acho que às vezes há um abismo entre o falar e o fazer".   Veja também: Especial: Perfil de Geraldo Alckmin  Vereador não vai comandar subprefeitura, avisa Alckmin Ao invés de pedágio, Alckmin quer duplicar corredor de ônibus Veja galeria da sabatina de Geraldo Alckmin  Blog: confira as principais declarações de Alckmin na sabatina Veja gráfico com a última pesquisa Ibope/Estado/TV Globo Vereador digital: Conheça os candidatos à Câmara de SP  As regras para as eleições municipais  Tire suas dúvidas sobre as eleições de outubro     O tucano também aproveitou para criticar a proposta de expansão do Metrô feita por Marta e repetiu que ela "não colocou nem um centavo" no meio de transporte. Alckmin criticou principalmente as mudanças na Linha 6, que liga a Freguesia do Ó à Vila Prudente."Ela desapareceu com a Linha 6, que é importantíssima e criou um traçado novo que praticamente se sobrepõe ao trem da Marginal do Pinheiros", diz. O tucano disse ainda que Marta podia ter colocado dinheiro no Metrô - "na chamada Estação Faria Lima" -, mas optou por construir um túnel.   Alckmin negou ainda uma possível relação entre a visita de Lula à capital paulista, para apoiar Marta, e a festa que o PSDB organiza com o objetivo de "oficializar" o apoio do governador José Serra à sua campanha. "Não tem nada a ver com a questão do Lula. O Serra, assim como eu, é fundador do PSDB. Serra gravou para o primeiro programa eleitoral, está na campanha e provavelmente participara desse encontro. Mas isso independe do Lula, que tem todo direito de apoiar a candidata do seu partido", disse.

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