Marta e Kassab trocam farpas no rádio; Alckmin foca na saúde

Tom do candidato tucano no rádio é diferente do adotado recentemente, quando partiu para o ataque a Kassab

Gisele Silva, do estadao.com.br,

26 de setembro de 2008 | 08h26

Os candidatos à Prefeitura de São Paulo  Marta Suplicy (PT) e  Gilberto Kassab (DEM) trocaram acusações no horário eleitoral no rádio nesta sexta-feira, 25, e Geraldo Alckmin (PSDB) manteve a versão light dos últimos programas. Apenas citou o que chamou de "mentira de Kassab" sobre a entrega de remédios em casa. O tom no rádio é diferente do adotado pelo tucano recentemente, quando partiu para o ataque ao prefeito de São Paulo, chegando a chamá-lo de "dissimulado". Na última quinta, Alckmin chamou a chapa do democrata de "Quércia-Pitta". Ao comentar a briga, Marta disse: "Deixem os adversários lá se matarem". Kassab, por outro lado, tenta não responder às acusações diretamente.  Veja também:'Deixem se matarem', diz Marta sobre disputa entre adversáriosVeja a conturbada aliança PSDB e DEM Especial: Perfil dos candidatos Blog: propostas dos candidatos de São Paulo na sabatina do 'Grupo Estado'Ibope: Veja números das últimas pesquisas  Ainda no rádio, o candidato do DEM diz que a petista é "só conversa fiada", "teve chance e não fez" e "fez promessas e não cumpriu", quando foi prefeita da cidade. Ele rebateu a proposta de Marta de internet gratuita, que chamou de "CEU Antena" e usou como exemplo o custo das antenas em Copacabana no Rio. "Vai custar R$ 1,5 bilhão em São Paulo", afirmou no programa. O prefeito diz que "sabe fazer conta porque é economista", e Marta não. Rebateu ainda a acusação da petista de que ele a copia e voltou a dizer que entregou mais CEUs - um dos principais projetos de Marta quando prefeita - e que é copiado por Marta quando ela diz que vai implantar ensino técnico nos CEUs. "É idéia do Kassab", diz o programa. Prometeu ainda acabar com o ISS dos taxistas.  Marta, por sua vez, disse que a Prefeitura não fez nada para melhorar o trânsito e "abandonou o que fizemos", referindo-se à sua gestão na cidade. "Para vencer essa crise, é preciso investir em transporte", afirmou. O programa afirma ainda que Kassab aumentou a tarifa de ônibus e criou a lei para cobrar ISS dos taxistas. "Tá pensando que o povo é trouxa?", diz o apresentador. Marta apresentou propostas para segurança, como a volta da ronda escolar e um sistema eletrônico para vigiar áreas violentas. Também propôs a retomada do programa "Morar no centro" e o Bolsa-aluguel. Marta insistiu na idéia de que o prefeito a copia.  Alckmin apenas reforçou que vai priorizar a saúde porque é "médico experiente" e quando foi governador do Estado entregou nove hospitais, quatro só em São Paulo. Soninha Francine, do PPS, defendeu urbanização em áreas degradadas. "Abrir uma rua é tirar poder da bandidagem", disse. E propôs trabalho, lazer e cultura na periferia. Ivan Valente, do PSOL, afirmou que o dinheiro gasto na Ponte Estaiada, "obra faraônica que Marta e Kassab disputam a autoria, poderia ter sido usado na construção de 8 mil moradias.  Paulo Maluf, do PP, pediu votos para ir ao 2º turno, quando acredita que terá mais tempo para "provar que fez mais". Ciro Moura, do PTC, voltou a defender o Plano Saúde Livre Escolha (Plus), que prevê a contratação de profissionais particulares para atender a população.  Renato Reichmann, do PMN, defendeu Unidades Básicas de Saúde (UBS) abertas 24 horas. Levy Fidelix, do PRTB, não entrou no horário eleitoral. Edmilson Costa, do PCB, usou o programa para dizer que seu partido é solidário a Evo Morales, presidente da Bolívia, e favorável à luta pela libertação do povo boliviano. Anaí Caproni, do PCO, pediu a "devolução de toda a propriedade pública entregue a particulares e o fim dos subsídios às empresas que tomaram conta da saúde".

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