Marta e Kassab trocam ataques e poupam Alckmin

Os candidatos à Prefeitura de São Paulo Marta Suplicy (PT) e Gilberto Kassab (DEM) trocaram ataques no horário eleitoral de hoje no rádio, e ignoraram o adversário Geraldo Alckmin (PSDB). O tucano escolheu como alvo preferencial o atual prefeito, que "nem de longe deu continuidade a metas da educação deixadas por Serra (governador José Serra)" antes de passar o comando da capital paulista ao candidato do DEM. Alckmin e Kassab estão empatados nas pesquisas de intenção de voto, atrás de Marta, que lidera a disputa. A briga entre os dois, agora, é para ver quem vai para o segundo turno com a petista. Marta rebateu a propaganda de Kassab dizendo que "tem criança fora da escola", que o "Vai-e-volta acabou" e que "remédio não vem em casa". "Lamento que isso esteja acontecendo, mas a verdade sempre vence", completa a ex-prefeita. Ela apresentou o projeto das policlínicas e prometeu 11 unidades só na zona leste. "É uma clinica grande e bem equipada, com médicos de diversas especialidades. Faz todos os exames e tem atendimento especializado para idosos e mulheres", afirmou. Marta lembrou ainda que, amanhã, terá a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em sua campanha, na zona norte. Kassab usou de ironia para criticar Marta no rádio. Inseriu uma música em ritmo de samba no programa, segundo a qual a prefeita tem "inveja": "Parece que não se lembra das taxas que criou, parece que não se lembra que a cidade ela quebrou, parece que não se lembra que o povo a reprovou". Segundo o apresentador, o candidato do DEM "fez em dois anos na Prefeitura o que Marta não fez em quatro". Também ironizou o projeto da petista que prevê internet sem fio e gratuita na cidade. "Dona marta diz que vai ter internet sem antena, mas quando ela inventa, sempre tem taxa para pagar. Será que vamos ter de pagar a antena?", questionou. O prefeito voltou a prometer que não aumentará a tarifa de ônibus até o fim de 2009.Alckmin atacou apenas Kassab. "A propaganda dele diz uma coisa, mas a verdade é outra. Faltam vagas nas creches e escolas". Afirmou ainda que obras de infra-estrutura são necessárias, mas "nenhuma ponte de que Kassab se orgulha substitui o cuidado com as crianças". O tucano prometeu ainda zerar déficit de vagas e dar uniforme a todos. "É meta, compromisso, foi o que fiz quando governador (de São Paulo, 2001-2006)". A cúpula do DEM já se queixou à direção nacional do PSDB da atitude agressiva de Alckmin. O temor é de que o acirramento prejudique a aliança entre os dois partidos em um possível segundo turno e até nas eleições presidenciais de 2010. Sem ataquesPaulo Maluf (PP) pediu para o eleitor levá-lo ao segundo turno e voltou a prometer a Freeway com 12 novas pistas nas marginais Tietê e Pinheiros sem a cobrança de pedágio. Soninha Francine (PPS) defendeu a ampliação da coleta seletiva e políticas de reciclagem. "Sou fanática pelo tema do lixo", afirmou. Ciro Moura (PTC) disse que não é "melhor nem pior que os outros, só diferente". Renato Reichmann (PMN) prometeu licença definitiva para táxis e desburocratização do atendimento aos taxistas na Prefeitura. Ivan Valente (PSOL) criticou o repasse de verbas públicas da saúde para a iniciativa privada que administra hospitais, enquanto Edmilson Costa (PCB) defendeu a democratização dos meios de comunicação. Levy Fidélix (PRTB) insistiu na construção do Aerotrem e Anaí Caproni (PCO) disse "não à privatização da educação pelo governo do PT e agora DEM".

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