Marta e Kassab focam CEUs e polarizam debate na TV

Ambos baixaram tom das acusações, evitando ataques, e focaram suas críticas principalmente na educação

CAROLINA RUHMAN E ANA LUÍSA WESTPHALEN, Agencia Estado

10 de setembro de 2008 | 14h38

A candidata do PT à Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, e seu adversário do DEM, o atual prefeito Gilberto Kassab, continuaram a apostar na polarização do debate durante o horário eleitoral gratuito na televisão, deixando o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, de lado. Entretanto, ambos baixaram um pouco o tom das acusações, evitando ataques diretos, e focaram suas críticas na gestão, principalmente no tema da educação, com os Centros de Educação Unificada (CEUs).   Veja também: Especial: Perfil dos candidatos Marqueteiro de Alckmin deixa campanha de tucano à Prefeitura Alckmistas pedem expulsão de aliados de Kassab Marta arrecadou R$ 4,63 mi; Alckmin, R$ 4,17 mi Blog: propostas dos candidatos de São Paulo na sabatina do 'Grupo Estado' Veja gráfico com a última pesquisa Ibope/Estado/TV Globo Vereador digital: Conheça os candidatos à Câmara de SP  Tire suas dúvidas sobre as eleições de outubroA petista, candidata pela coligação "Uma Nova Atitude para São Paulo" (PT-PCdoB-PDT-PTN-PRB-PSB), chamou atenção para a "tentativa de alguns candidatos se apropriarem do que ela fez no passado", conforme acusou um locutor. Nos últimos dias, Marta tem criticado Kassab de se apropriar de obras de governadores e prefeitos com "cópias malfeitas". Ela aproveitou para exaltar os CEUs, iniciados em sua gestão, que, em sua visão, são hoje "unanimidade nacional e internacional". Ela afirmou que os CEUs construídos na gestão seguinte, de Kassab, são de qualidade inferior e apresentam "muitos problemas".Já Kassab atacou em seu programa a administração anterior, de Marta. "Não adianta ter dinheiro se não sabe gastar, se não souber gastar vai fazer túnel mal feito e plantar coqueiros", disse, referindo-se aos túneis construídos e à arborização de avenidas na cidade pela petista, que ficou à frente da Prefeitura entre 2001 e 2004. Ele focou seu programa na proposta de levar cursos profissionalizantes para os CEUs.Geraldo Alckmin, por sua vez, usou seu programa para apresentar propostas, evitando uma postura agressiva com os outros candidatos. O candidato da coligação "São Paulo, na Melhor Direção" (PSDB-PTB-PHS-PSL-PSDC) falou de seu plano para a segurança na capital paulista e atribuiu a queda nos índices de violência na cidade às medidas tomadas em sua gestão à frente do governo do Estado. Alckmin fez apenas críticas moderadas à administração de Kassab. "O trabalho da nossa Guarda Civil (Metropolitana, GCM) tem muito valor, mas precisa melhorar", afirmou. Ele prometeu aumentar o contingente da GCM de 6 mil para 10 mil homens, instalar 18 mil câmeras de vídeo na cidade e implantar a Secretaria da Segurança Urbana e Cidadã.Direito de respostaO tempo do programa de Levy Fidélix (PRTB) foi dado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP) para Geraldo Alckmin apresentar seu direito de resposta. O tucano, então, defendeu seu projeto para o metrô, o qual foi atacado por Fidélix. Soninha Francine (PPS) falou sobre moradia em seu programa e apresentou suas propostas de governo. Ja o candidato do PP, Paulo Maluf, afirmou que não enriqueceu ao longo de sua vida pública. "Já morava nessa casa antes de entrar para a política. Nesses 40 anos, meu patrimônio não aumentou", repetiu, e prometeu a volta do Programa de Atendimento à Saúde (PAS) e a construção da Freeway.Ivan Valente, da coligação "Alternativa de Esquerda para São Paulo" (PSOL-PSTU), afirmou que a saúde foi "privatizada" e prometeu centralizar o atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS). Edmilson Costa, do PCB, disse ver uma "crise no sistema capitalista" e atacou os "marginais de colarinho branco, que dirigem parte da mídia e dos negócios". Anaí Caproni, do PCO, defendeu a estatização do transporte público. O candidato Renato Reichmann (PMN) prometeu promover licitações de ônibus com "valores realistas e salários dignos (para os motoristas)". E Ciro Moura, da coligação "Tostão contra o Milhão" (PTC-PTdoB), atacou a candidata do PT, Marta Suplicy. Ele afirmou que nessa eleição, Marta "ficou boazinha, nem parece a Dona Marta", e disse que ela "faz e fala o que quer, depois pede desculpas".

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