Marta e Kassab baixam tom de ataques em horário eleitoral

Após o caloroso debate transmitido na noite de domingo, ambos evitaram fazer acusações diretas ao adversário

Carolina Ruhman e Ana Luísa Westphalen, da Agência Estado

13 de outubro de 2008 | 14h49

Os candidatos que disputam o segundo turno da corrida à Prefeitura de São Paulo, Gilberto Kassab(DEM) e  Marta Suplicy (PT), baixaram o tom das críticas no horário eleitoral gratuito na televisão hoje. Após o caloroso debate transmitido na noite de domingo pela TV Bandeirantes, ambos evitaram fazer acusações diretas ao adversário, preferindo deixar o papel de tecer críticas para os locutores e populares, por meio de depoimentos.   Veja também: Blog: Leia os principais momentos do debate na Bandeirantes  'Eu prometo' traz as promessas de Marta e Kassab  Geografia do voto: Desempenho dos partidos nas cidades brasileiras  Confira o resultado eleitoral nas capitais do País As principais promessas dos candidatos   Kassab, que abriu o horário eleitoral desta segunda, deu ênfase à exposição de suas propostas e destacou por duas vezes que São Paulo é "grande demais para ser governada por um único partido". "Chegou o momento de união", enfatizou, ressaltando que o governo da cidade deve se situar "acima dos partidos".   O democrata agradeceu os votos que teve no primeiro turno, atribuindo a vitória à aprovação de suas obras pelos eleitores. "Como ele trabalha para a cidade inteira, também veio voto da cidade inteira", citou o locutor, enfatizando resultados das regiões Sul e Leste, tradicionais redutos eleitorais de Marta.   Foram exibidos depoimentos de populares afirmando que a adversária "mais promete do que faz". "A Marta é cheia de blábláblá, só quer saber de taxa", reclamou uma eleitora.   Nos últimos minutos do programa do democrata, antes de ser precedido por Marta, Kassab mostrou manchetes de jornais atacando a petista. Uma delas dizia: "Marta deixa rombo de R$ 2 bilhões". Outra, se referia a um período de enchentes na Capital em que a ex-prefeita passava temporada em Paris, na França.   O programa eleitoral da candidata petista, Marta Suplicy, começou com um jingle dizendo "A esperança vai vencer de novo", em referência ao pronunciamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002, após vencer a disputa presidencial, em que declarou: "A esperança venceu o medo".   A crítica mais contundente de Marta Suplicy ao prefeito em seu programa ficou por conta do transporte. "A atual prefeitura não fez nada importante nessa área", atacou. "Por acaso você lembra de alguma boa proposta que eles tenham apresentado para melhorar a crise?", questionou Marta.   Ela exibiu três depoimentos nos quais a população lhe dizia que projetos da gestão Kassab não funcionam na prática. Em um dos casos, uma mulher reclamava que não há dois professores nas salas de aula da primeira série, contrariando a propaganda de Kassab. "É tudo mentira", acusava a mulher.   Marta trouxe novamente os depoimentos do presidente Lula e da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Dilma elogiou as propostas da petista, como o projeto de implantação de internet banda larga grátis para a população da cidade, enquanto Lula aderiu à estratégia de propor ao eleitor uma comparação entre as trajetórias dos dois oponentes. "Não existe político igual. Cada um tem sua historia, seu partido e seu projeto", disse o presidente, e questionou: "Você acha que a historia da Marta é igual a do Kassab?".

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