Marta diz que, se eleita, vai manter AMAs de Serra/Kassab

Candidata diz que, se não conseguiu fazer o que queria - o CEU Saúde, vai continuar 'o que eles estão fazendo'

Elizabeth Lopes e Anne Warth, da Agência Estado,

01 de setembro de 2008 | 14h54

A candidata do PT à Prefeitura, Marta Suplicy, afirmou nesta segunda-feira, 1º, que teria feito o CEU Saúde, se tivesse sido reeleita em 2004. Mas, afirmou que, se for eleita em outubro deste ano, não vai levar a proposta adiante porque aprendeu que a saúde é uma construção e a cidade está cansada de ser desconstruída. "O Serra (atual governador do Estado e prefeito eleito em 2004, José Serra/PSDB) optou pelas AMAs e eu não vou parar, vou continuar", frisou, ao participar nesta manhã da primeira das sabatinas que o Grupo Estado promove com os candidatos que concorrem à maior Prefeitura do País. O vídeo da sabatina pode ser visto na TV Estadão (clique aqui).     Veja também: Especial: Perfil de Marta Suplicy Marta chora ao dizer que sofreu ao perder eleição para Serra Marta assume compromisso de não criar taxas, mas desonerar Marta descarta pedágio urbano e rodízio maior em São Paulo Marta diz que não infringiu a Lei de Responsabilidade Fiscal Galeria de fotos da sabatina com Marta Suplicy  Blog: confira as principais declarações de Marta na sabatina Veja gráfico com a última pesquisa Ibope/Estado/TV Globo Vereador digital: Conheça os candidatos à Câmara de SP  As regras para as eleições municipais  Tire suas dúvidas sobre as eleições de outubro   Ela disse que pretende continuar com o projeto de Assistência Médica Ambulatorial (AMA) porque aprendeu que não é possível desperdiçar tempo no setor da saúde. "Se eu queria fazer e não pude, vou continuar fazendo o que eles (Serra e Kassab) estão fazendo", disse.   Marta elogiou a gestão de Luiza Erundina à frente da Prefeitura, mas afirmou que o Plano de Atendimento à Saúde (PAS), implantado durante o governo de Celso Pitta, "acabou com tudo". "O Pitta acabou na Polícia por conta do próprio PAS", disse.   FHC   Ela disse que em sua gestão de prefeita, pegou dois anos de final de governo Fernando Henrique Cardoso, em que o País enfrentava uma situação difícil. E disse que a situação hoje, com o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, é completamente diferente, não apenas na questão de aportes de recursos - para as gestão Serra e Kassab - mas também na melhoria do País como um todo.   Ela criticou, mais uma vez, a atual gestão do prefeito Kassab, destacando que faltam projetos à altura do porte de São Paulo. E exemplificou: "Somos o quinto País em venda de computador, e, em 2010, estaremos atrás apenas da China e dos Estados Unidos. Quando vejo isso penso: E São Paulo, onde está? O Brasil está bombando, a cidade mais importante não faz investimento em tecnologia e não qualifica a sua população."   Ao falar deste cenário, citou que seu programa de governo propõe parcerias para a qualificação neste setor e para acabar com o que classificou de "analfabetismo digital". A petista disse, na sabatina realizada nesta segunda pelo Grupo Estado com os candidatos que pleiteiam a Prefeitura de São Paulo, que São Paulo é uma cidade que deve ser pensada em dimensões maiores.   Outras sabatinas   As sabatinas do Grupo Estado têm transmissão ao vivo pela TV Estadão. O Portal Estadão divulgará flashes noticiosos e disponibilizará a íntegra dos vídeos, para consulta posterior. O segundo convidado será o ex-governador e candidato do PSDB Geraldo Alckmin. Pela ordem, virão em seguida o prefeito Gilberto Kassab (DEM) na quarta-feira, Paulo Maluf (PP) na quinta, Soninha Francine (PPS) na sexta e Ivan Valente (PSOL), que fechará o ciclo na segunda-feira, dia 8.

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