Marta diz que não vai rebater ataques durante campanha

Candidata do PT foi alvo de ataques no programa do atual prefeito e candidato à reeleição, Gilberto Kassab

Carolina Ruhman, da Agência Estado

20 de agosto de 2008 | 17h43

A candidata do PT à Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, afirmou que não vai rebater os ataques feitos contra ela, pelos adversários, no horário eleitoral gratuito. "Nós vamos fazer uma campanha sem revide, uma campanha só de propostas", disse, e acrescentou: "Se eles quiserem atacar, vão atacar, mas acho que só perdem pontos". Nesta quarta, na estréia do horário eleitoral gratuito na TV, Marta foi alvo de ataques no programa do atual prefeito e candidato à reeleição, Gilberto Kassab (DEM).  Veja também:Alckmin diz que campanha 'vai começar a esquentar' Alckmin 'paz e amor' diz que política se faz 'com coração'Candidatos a prefeito dominam programa de vereadores em SP  estadao.com.br terá fichas de candidatos a vereador  Você vai acompanhar o horário eleitoral para definir seu candidato ?  Veja a íntegra da última pesquisa  Multimídia: Perfil dos candidatos  Guia tira dúvidas do eleitor   Após percorrer de metrô o trajeto entre a Praça da República e a estação Barra Funda, Marta foi questionada sobre sua estréia no horário eleitoral gratuito. Ela disse não ter tido tempo de ver o programa e questionou os repórteres se "o Lula apareceu bem". No programa, o presidente fez uma declaração de apoio à petista. "Tenho certeza que a volta de Marta para a Prefeitura é a melhor coisa que pode acontecer para São Paulo neste momento", disse Lula, destacando que juntos, eles farão ainda mais pelos pobres de São Paulo. Marta afirmou não saber qual será o impacto do início do horário eleitoral gratuito sobre as pesquisas de intenção de voto. Ela se disse "curiosa" e acrescentou: "Não tenho a menor idéia de qual vai ser esse impacto". Ela ressaltou que conseguiu dar um "salto" na última pesquisa Ibope contratada pelo jornal O Estado de S. Paulo e pela Rede Globo, antes do início do horário eleitoral gratuito, mas vai ter que esperar para ver qual será o efeito desta nova fase de sua campanha sobre as próximas pesquisas: "A minha avaliação é que a gente tem que esperar". Marta classificou a participação de Lula em seu programa como "tranqüila" e ressaltou que, se precisar, o presidente poderá gravar novamente. "É uma coisa muito tranqüila (a postura do presidente)", complementou, destacando que o presidente está disposto a gravar na hora em que for preciso. Para ela, o cenário atual (de sua campanha) "está sem stress". Segundo ela, a "parceria" com o presidente é "muito tranqüila, muito boa, muito harmoniosa" e frisou que a vinda de Lula a São Paulo para participar de sua campanha está sendo estudada. A organização da campanha de Marta marcou para o dia 30 a participação do presidente na campanha da petista, mas Marta destaca que "não tem nada de concreto". Marta percorreu de metrô, no início da tarde de hoje, o trajeto entre a Praça da República e a estação Barra Funda, segurando o tempo todo um Bilhete Único. Ela destacou sua intenção de investir R$ 2 bilhões na ampliação do metrô, caso seja eleita. "Nós temos parceria com o presidente Lula. O seu comprometimento (para injetar os recursos) é até 2010. Eu disse que, se for eleita, São Paulo põe R$ 2 bilhões e ele se comprometeu a pôr a mesma quantia no metrô de São Paulo. Aí cabe ao governo do Estado ver como vai aportar também os recursos."

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