Marta diz que não vai aumentar tarifa de ônibus em 2009

Apesar de mirar suas críticas no prefeito de São Paulo e candidato do DEM à reeleição, Gilberto Kassab, a candidata do PT, Marta Suplicy, bancou hoje, durante sabatina do jornal Folha de S.Paulo, a promessa de campanha do democrata de não aumentar a tarifa de ônibus em 2009. "Banco sim, como toda a tranqüilidade", afirmou Marta. No entanto, ela acusou o prefeito de já ter feito um acerto com empresários para ajustar a tarifa em novembro deste ano.A candidata da coligação "Uma Nova Atitude para São Paulo" (PT-PCdoB-PDT-PTN-PRB-PSB) disse que, se eleita, seu primeiro ato de governo será permitir a recarga do cartão do Bilhete Único na catraca dos ônibus. "Recarregar na catraca, na catraca, na catraca", cantou a petista, ao ritmo de seu jingle, arrancando risos da platéia.Marta aproveitou todas as oportunidades que teve para criticar Kassab, da coligação "São Paulo no Rumo Certo" (DEM-PR-PMDB-PRP-PV-PSC). Ela acusou o prefeito de não usar recursos disponibilizados pelo governo federal, como no caso do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Segundo ela, o governo repassou à Prefeitura R$ 1,2 milhão, que renderam juros e hoje valem cerca de R$ 1,5 milhão. "O recurso que veio é o que está no banco."A petista se defendeu das críticas do governador José Serra (PSDB) de que ela teria deixado a Prefeitura sem dinheiro em caixa. Marta afirmou que teve suas contas aprovadas pelo Tribunal de Contas do Município (TCM) e que cumpriu a Lei de Responsabilidade Fiscal. "Foi muito duro ficar ouvindo esse achincalhamento", disse ela, afirmando que as acusações de Serra "não correspondem à realidade".A candidata do PT também disse que a gestão Serra/Kassab "não tem capacidade de planejar". Segundo ela, há dinheiro em caixa que não é aplicado na cidade. "Eu preferia ter uma situação como a que eu deixei para ele (Serra) do que receber a cidade com déficit em tudo e com R$ 2 bilhões de superávit", disse, apontando uma "incapacidade de gestão" na atual administração.Questionada se Serra era um bom administrador ou se ela mirava suas críticas também no governador, Marta evitou o confronto. "Eu não sei se ele é ou não. Na Prefeitura, ele foi embora", disse, provocando risos na platéia da sabatina.FrustraçãoMarta contou que sua maior frustração na Prefeitura (2000-2004) foi não conseguir se reeleger. "A maior frustração de tudo, na não reeleição, foi não poder continuar o investimento no transporte e na saúde", afirmou, aproveitando para alfinetar a gestão de Kassab. Marta valeu-se até da oportunidade de comentar as acusações da candidata do PPS, Soninha Francine, sobre o "toma-lá-dá-cá" da Câmara Municipal para criticar Kassab. "A Soninha é vereadora na gestão Kassab. Tem de perguntar para o Kassab. A administração dele é que foi a acusada."A petista defendeu os Centros Educacionais Unificados (CEUs) que foram iniciados em sua gestão e viu aí também uma oportunidade de criticar seus adversários. "Quero lembrar que o ''demo'' e o PSDB foram contra." Entretanto, afirmou que aceitaria o apoio tanto de Alckmin - "São Paulo, na Melhor Direção" (PSDB-PTB-PHS-PSL-PSDC) - quanto de Kassab no segundo turno. "Espero ter o apoio de quem não vai (para o segundo turno). Ou talvez dos eleitores de quem não vá."PresidenteQuestionada se a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, seria uma candidata natural do PT à Presidência da República, Marta respondeu que "tudo indica" que sim. "Ela tem um apoio muito formal e explícito do presidente. Está muito preparada. Ela participou de todas as decisões do governo", afirmou.Marta também aproveitou para evocar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Não é só a popularidade do presidente. É o que o presidente transmite, o que ele quer para o Brasil", disse, acrescentando que tem uma "afinidade de propostas" muito grande com Lula.

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