Marta diz que não sabia sobre folheto que ataca Kassab

A candidata do PT à Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, afirmou que não sabia da existência de um panfleto que ataca seu adversário do DEM, Gilberto Kassab, que afirma que o prefeito quer "derrubar o presidente da República". "Deus me livre! Eu não sabia disso, não", exclamou, antes de se encontrar com o bispo dom Pedro Luiz Stringhini. "Como é que você pode acompanhar milhares de panfletos que são feitos pela campanha?", questionou a petista.Não foi a primeira vez que Marta disse não ter conhecimento sobre peças de sua campanha. Há poucos dias, a candidata disse desconhecer a inserção que questionava se Kassab é casado ou tem filhos. Procurando se eximir da responsabilidade sobre o folheto, Marta fez questão de ressaltar: "Eu acompanho a elaboração de propostas para a cidade. Esse é meu comprometimento." E aconselhou os jornalistas a falarem com seu coordenador de campanha, o deputado federal Carlos Zarattini (PT), para discutir o conteúdo do folheto. "Tem que ir ao Carlos Zarattini, não sei porque vocês estão perguntando para mim", tergiversou. Ela atribuiu ao "dinamismo" o fato de não conseguir acompanhar a elaboração das peças publicitárias.Marta sustentou a acusação contida no mesmo panfleto de que Kassab teria reduzido exames pré-natal para gestantes negras em 22 das 31 subprefeituras. Kassab já afirmou hoje que vai processar criminalmente Marta por conta do conteúdo do folheto. "Esses são índices", defendeu-se a petista. "Não vejo porque você vai processar criminalmente alguém por ter dito índices que estão publicados." De acordo com a assessoria da candidata, o dado citado no folheto foi retirado do site do Movimento Nossa São Paulo, ONG independente. Para Marta, o ataque contido no impresso "não é uma acusação leviana de jeito nenhum".AlckminMarta minimizou a notícia de que Geraldo Alckmin (PSDB), terceiro colocado na disputa municipal, participou hoje de ato de campanha de Kassab e demonstrou seu apoio ao prefeito. Segundo ela, Alckmin é um homem "partidário". "Se tem uma pessoa que tem uma coerência partidária, eu conheço, é o Alckmin. Nunca esperei que ele se portasse de forma diferente", disse, aproveitando para tecer um elogio ao tucano.Marta retomou o discurso de que "o importante no segundo turno são os eleitores dos candidatos". E aproveitou para destacar o apoio recebido por ela hoje de três sindicatos ligados à Força Sindical que votaram no primeiro turno em Alckmin. "Fiquei muito satisfeita", referindo-se ao apoio recebido pela categoria dos frentistas, do comércio e dos alimentos.Ela aproveitou para fazer uma avaliação da situação de Alckmin nesse segundo turno e solidarizou-se com ele. "Acho que ele teve que ficar uns dias para elaborar o que aconteceu, porque foi muito duro."Reação de KassabMarta não quis comentar sobre a reação de Kassab à propaganda da petista que questionava sobre a vida pessoal do prefeito. Hoje, durante sabatina promovida pelo jornal Folha de S.Paulo, Kassab negou que seja homossexual. "Eu não tenho nenhum comentário a fazer e acredito que se ele quis se manifestar, ele sentiu essa necessidade e se manifestou", afirmou Marta. "Não tenho nenhum comentário a fazer, nem contra nem a favor."

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