Marta diz que líderes petistas revelam força de sua campanha

Petista conta com o apoio maciço do governo federal para ajudar a alavancar sua candidatura em São Paulo

Carolina Ruhman, da Agência Estado

10 de outubro de 2008 | 14h54

A candidata do PT à Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy , conta com o apoio maciço do governo federal para ajudar a alavancar sua candidatura. Ela recebeu na quinta-feira o apoio de onze ministros e participa nesta sexta-feira, 10, de um evento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Marta disse não ver uma forma de compensação nesta presença do governo federal em sua candidatura, mas afirmou: "É uma forma de mostrar que nós temos muita força e de mostrar que São Paulo terá dez ministros à espera de uma oportunidade de poder investir na nossa cidade e um presidente que apóia porque tem todas as afinidades que nós temos com a cidade de São Paulo, com projetos prioritários, com a inclusão social", afirmou, após visitar estudantes do projeto educacional dos Irmãos Claretianos, na Santa Cecília.  Veja Também:Confira o resultado eleitoral nas capitais do País As principais promessas dos candidatos Enquete: O resultado das eleições surpreendeu?     A coligação de Marta (PT-PRB-PTN-PCdoB-PSB-PDT) recebeu apoio de apenas um partido neste segundo turno, o do PRTB, do candidato Levy Fidélix. PSDB, PPS e PTB, agremiações de seus principais adversários, embarcaram na candidatura do prefeito Gilberto Kassab (DEM). A petista afirmou que ficou sensibilizada com a visita do ministro da Cultura, Juca Ferreira, que pertence ao PV, partido que também apóia Kassab. "O ministro veio aqui conclamar os verdes a votar na nossa candidatura." Para ela, o encontro com os ministros foi "muito oportuno". Questionada sobre se pretende atrair o apoio dos tucanos alckmistas, Marta limitou-se a dizer: "Nós estamos fazendo uma fala muito ampla, nós estamos colocando que já fomos parceiros em ocasiões diferentes". Marta tem destacado constantemente a troca de apoio com o ex-governador Mario Covas na eleição estadual de 1998 e municipal de 2000. "Nós não somos díspares em muitas idéias. Nós temos mais afinidades agora do que o campo que o tucanato está indo". Metrô Marta voltou a comentar sobre uma questão que foi alvo de intenso debate durante o primeiro turno, seu projeto para o Metrô, que difere do que está sendo executado atualmente pelo governo estadual e municipal. "A proposta da candidata Marta Suplicy para o transporte metroviário da cidade de São Paulo é totalmente incompatível com os fundamentos técnicos que orientam o planejamento do transporte público metropolitano", dizia o site do Metrô. A petista rebateu as acusações e atacou: "A cúpula do Metrô tem se intrometido em uma discussão que deveria ser partidária. Ela disse ver nas críticas uma "campanha política contrária à minha candidatura".  Texto alterado às 16h30

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